Começa hoje a CPO-28, redução dos gases estufa está entre os principais desafios

Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente - (foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente - (foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

Se iniciou nesta quinta-feira (30) a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O evento deve durar cerca de duas semanas e tem um peso muito importante para a ação global contra as mudanças do clima, cada vez mais necessária visto os recentes episódios climáticos extremos no Brasil e no mundo.

Estarão presentes cerca de 200 diplomatas e diversos chefes de governo d diversos países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve chegar ainda em Dubai para participar da Conferência.

Em entrevista ao “Jornal Nova Brasil”, Eugênio Pantoja, diretor de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, diz que a COP tem como um dos objetivos a continuação de propostas feitas no Acordo de Paris:

Ao longo dos anos da implementação do acordo de Paris, diversos componentes, elementos e implementações de políticas globais relacionados ao equilíbrio do clima, tem sido discutido. Para evitar que o planeta alcance um grau e meio acima dos padrões pós-industriais do desenvolvimento da indústria, diversas medidas foram tomadas no acordo, vários compromissos. Então esse ano começa um pouco essa discussão de avaliação de implementação do acordo de Paris.”.

O especialista completa que há pontos de extrema relevância que estão em pauta para tentar conter os efeitos do aquecimento global:

“Outros três grandes temas também serão discutidos aqui. O primeiro é sobre transição energética, relacionado muito a questão de combustível fóssil. Os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e países da Opep são os grandes produtores de petróleo no mundo, são grandes emissores de gases de efeito estufa no mundo. Outro tema é o de sistemas agroalimentares, cenário de importação e importação de alimentos. ”

 Uma decisão que também se destacou é o plano de um fundo econômico de perdas e danos, de países que foram lesionados por mudanças de climas. Como países industrializados podem contribuir financeiramente para a estruturação desse fundo.

Eugênio Pantoja também conta que a expectativa das discussões mais voltadas para o Brasil é de que sejam tópicos direcionados ao desmatamento dos biomas e de como fazer uma produção agropecuária em bases sustentáveis, que consiga ser um diferencial positivo no Brasil no mercado internacional.  

Confira a entrevista completa com o jornalista Heródoto Barbeiro:

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