Conta de luz terá bandeira verde em outubro

A bandeira verde retorna em outubro após cinco meses de cobrança adicional na conta de luz, favorecida pela melhora das condições dos reservatórios.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.

A conta de luz terá bandeira verde em outubro de 2026, encerrando uma sequência de cinco meses consecutivos de bandeira amarela. Com a mudança, os consumidores não terão a cobrança adicional vinculada ao sistema de bandeiras tarifárias no próximo mês.

A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (25) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e está relacionada à melhora das condições de geração de energia no país. Além disso, o aumento das chuvas em importantes regiões ajudou a estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Dessa forma, a expectativa é de menor necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que apresentam custos de geração mais elevados. Portanto, o consumidor deixa de pagar o adicional correspondente à bandeira amarela.

Bandeira verde elimina cobrança adicional de energia elétrica

A principal mudança para outubro está no fim da cobrança extra provocada pela bandeira amarela.

Entre maio e setembro, a bandeira amarela acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em outubro, com a bandeira verde, esse valor deixa de ser aplicado.

No entanto, isso não significa que todas as contas de energia terão exatamente o mesmo valor ou necessariamente cairão na mesma proporção. O total pago pelo consumidor continua dependendo do volume de energia utilizado e das tarifas cobradas pela distribuidora.

Ainda assim, para quem mantiver o mesmo padrão de consumo, a retirada do adicional representa um alívio em relação aos meses em que a bandeira amarela esteve vigente.

Chuvas ajudam a melhorar geração de energia

A mudança ocorre durante a transição entre o período seco e o período úmido em parte das principais bacias hidrográficas brasileiras.

Segundo as informações divulgadas pela Aneel, o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste contribuiu para a estabilização dos reservatórios das hidrelétricas.

Nesse sentido, a maior disponibilidade de água favorece a geração hidrelétrica. Ao mesmo tempo, reduz a necessidade de utilizar fontes de geração mais caras, especialmente as termelétricas.

Por consequência, as condições de geração ficam mais favoráveis e permitem a adoção da bandeira verde.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias?

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para sinalizar mensalmente aos consumidores as condições de geração de energia elétrica no país.

As cores funcionam como um indicador dos custos variáveis de produção de eletricidade. Assim, quanto mais desfavoráveis estiverem as condições de geração, maior pode ser o adicional aplicado à conta.

Bandeira verde

Indica condições favoráveis de geração de energia. Não há cobrança adicional na tarifa.

Bandeira amarela

Sinaliza condições menos favoráveis e acrescenta R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.

Bandeira vermelha

É dividida em dois patamares e representa condições de geração mais caras. O adicional é de R$ 4,463 a cada 100 kWh no patamar 1 e R$ 7,877 no patamar 2.

Bandeira verde volta após cinco meses de cobrança

De janeiro a abril de 2026, a bandeira verde já estava em vigor. Entretanto, a redução das chuvas durante a transição para o período seco levou à adoção da bandeira amarela a partir de maio.

A sinalização foi mantida em junho, julho, agosto e setembro, completando cinco meses consecutivos com cobrança adicional.

Agora, com a melhora das condições hidrológicas, outubro marca o retorno da bandeira verde.

Vale destacar, porém, que a cor da bandeira é definida mensalmente. Portanto, a permanência da bandeira verde nos meses seguintes dependerá das condições de geração de energia e dos indicadores utilizados no sistema tarifário.

O que muda para o consumidor em outubro?

Na prática, a principal alteração é a retirada do adicional da bandeira tarifária.

Dessa forma, consumidores que utilizarem a mesma quantidade de energia em outubro não terão o acréscimo de R$ 1,885 por 100 kWh que vinha sendo aplicado durante a bandeira amarela.

Além disso, o cenário reforça a importância das condições dos reservatórios para os custos de geração no país. Ainda assim, o consumo consciente continua sendo uma das principais formas de controlar o valor final da conta de energia.

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