Novo batalhão da PM usa motos e fuzis contra roubos em SP

Novo batalhão da PM de São Paulo reúne 250 policiais e 150 motos para ampliar a resposta contra roubos e furtos praticados por criminosos em motocicletas.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Divulgação: PMSP

A Polícia Militar de São Paulo lançou nesta terça-feira (22) um novo batalhão especializado no combate a crimes praticados com motocicletas, especialmente roubos envolvendo criminosos que utilizam características de entregadores para circular pelas ruas. A unidade, denominada BRAVO Batalhão de Resposta Avançada Operacional, começa a atuar com 250 policiais e 150 motocicletas.

A proposta é aumentar a velocidade de resposta das equipes em regiões com maior concentração de roubos e furtos. Além disso, o uso de motocicletas pretende facilitar o deslocamento em corredores congestionados, ruas estreitas e áreas nas quais viaturas convencionais encontram maior dificuldade de circulação.

Dessa forma, a nova estrutura busca combinar mobilidade, inteligência policial e policiamento ostensivo para localizar e abordar suspeitos com maior rapidez.

Como vai funcionar o novo batalhão da PM

O BRAVO terá atuação orientada por informações produzidas pela inteligência da Polícia Militar. Para definir os pontos de concentração das equipes, serão considerados registros criminais, mapas de incidência e ferramentas de monitoramento utilizadas pela segurança pública paulista.

Assim, o policiamento não ficará necessariamente concentrado em um único ponto. As equipes poderão ser deslocadas conforme a identificação de áreas consideradas prioritárias pela análise criminal, além disso, a utilização de motocicletas de maior capacidade deve permitir deslocamentos mais rápidos em situações de emergência.

Combate aos falsos entregadores

Um dos focos do novo policiamento são os crimes cometidos por pessoas que utilizam motocicletas e acessórios associados ao serviço de entrega para dificultar a identificação.

A estratégia ganhou atenção diante de ocorrências envolvendo suspeitos que utilizam bolsas de entrega e motocicletas durante ações criminosas. Em agosto, por exemplo, uma ocorrência na zona oeste da capital envolveu dois suspeitos que, segundo a polícia, estavam em uma moto e utilizavam bolsas de entregadores durante um roubo a uma farmácia.

Nesse sentido o novo batalhão pretende ampliar a capacidade de fiscalização e abordagem de motociclistas em áreas consideradas críticas.

Outro objetivo do BRAVO é enfrentar uma dificuldade recorrente nas ocorrências envolvendo motocicletas: as fugas por vias estreitas, corredores urbanos e locais de circulação limitada para carros.

Com equipes sobre duas rodas, a PM pretende reduzir o tempo necessário para alcançar suspeitos e acompanhar deslocamentos durante abordagens, além disso, os policiais receberão treinamento para atuar em diferentes ambientes, inclusive em regiões nas quais o acesso de viaturas tradicionais é mais difícil.

A mobilidade também deverá ser utilizada em bloqueios, fiscalizações e patrulhamento preventivo.

Policiais poderão utilizar fuzis

A estrutura do novo batalhão também prevê equipes preparadas para ocorrências de diferentes níveis de complexidade.

Conforme o planejamento operacional, policiais habilitados poderão utilizar armamento longo, incluindo fuzis, de acordo com os protocolos estabelecidos pela corporação. As equipes poderão ainda ser configuradas de maneiras diferentes conforme a missão, inclusive com dois agentes em uma mesma motocicleta em determinadas situações.

Ao mesmo tempo, os policiais empregados pelo BRAVO utilizarão câmeras operacionais portáteis durante o serviço, recurso que permite registrar as ações realizadas pelas equipes.

Divulgação/Marcos Mielli

Inteligência será usada para definir áreas de atuação

Um dos principais elementos do novo modelo é a integração entre dados e policiamento ostensivo. A inteligência policial deverá identificar regiões com maior concentração de roubos e furtos. Em seguida, as equipes poderão ser direcionadas para esses locais, permitindo uma distribuição mais dinâmica do efetivo.

A estratégia também se conecta a outras operações já realizadas pela PM paulista, que utilizam análise criminal, monitoramento tecnológico, motocicletas e unidades especializadas para reforçar o combate aos crimes patrimoniais, portanto, a proposta do BRAVO não se limita à presença de mais motocicletas nas ruas. O modelo pretende utilizar informações sobre a criminalidade para determinar onde e quando concentrar o policiamento.

Quando o novo batalhão começou a operar?

A primeira mobilização operacional do BRAVO ocorre nesta terça-feira (22), com a apresentação das equipes prevista para a região da Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon.

Posteriormente, o efetivo deverá ser empregado conforme os indicadores criminais e as necessidades identificadas pela Polícia Militar.

Diante disso, a expectativa é que o novo batalhão amplie a presença policial principalmente em áreas nas quais crimes praticados com motocicletas apresentam maior incidência.

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