Empresário de Franca é investigado por suposta ligação financeira e de Deolane Bezerra e com esquema do PCC

Operação aponta movimentações milionárias e possível atuação de empresário da região em rede investigada por lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa; caso também envolve a influenciadora Deolane Bezerra

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O empresário Ciro Cesar Lemos, de Franca (SP), está entre os alvos centrais da Operação Vérnix, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as autoridades, Ciro é apontado como um dos operadores financeiros responsáveis por movimentar recursos em benefício da organização criminosa. A apuração indica que ele teria realizado transferências de valores provenientes de uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau para contas bancárias indicadas pela facção.

A empresa investigada, Lopes Lemos Transportadora Ltda., conhecida comercialmente como Lado a Lado Transportes, está situada nas proximidades da Penitenciária II de Presidente Venceslau, unidade prisional que abriga lideranças do PCC. Conforme dados levantados durante a investigação, a transportadora movimentou mais de R$ 20 milhões em um período de três anos.

Os investigadores identificaram uma diferença de aproximadamente R$ 6,9 milhões entre as receitas declaradas ao Fisco e os débitos registrados pela empresa. Para o Ministério Público, a discrepância financeira é um dos indícios que reforçam a suspeita da prática de lavagem de capitais.

A Operação Vérnix é resultado de um trabalho investigativo que se estende há sete anos e busca desarticular estruturas financeiras utilizadas para ocultar recursos supostamente ligados ao PCC. Entre os investigados está Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como a principal liderança da facção criminosa.

Além de integrantes do grupo, familiares e pessoas consideradas operadores financeiros também são alvo das apurações. A força-tarefa busca identificar o caminho percorrido pelo dinheiro e possíveis mecanismos utilizados para ocultar a origem dos recursos.

De acordo com os investigadores, pelo menos duas das contas bancárias utilizadas nas movimentações financeiras apuradas pertencem à influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. Ela foi presa na quinta-feira (21) durante o cumprimento de mandados relacionados à Operação Vérnix.

As autoridades seguem analisando documentos, movimentações bancárias e vínculos financeiros para aprofundar as investigações. Até o momento, os envolvidos são investigados e terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o andamento do processo.

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