Quem é a diarista suspeita de matar casal de idosos em Belo Horizonte?

Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi localizada em um hotel em Itabira com objetos das vítimas. A Polícia Civil afirma que ela confessou o crime, investigado como latrocínio ocorrido em Belo Horizonte

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube Manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming e produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo, como Halleluya (Fortaleza), Troféu Louvemos o Senhor, Visitas do Papa ao Brasil, Gerando Falcões, A Fazenda, Brasil Urgente, Programa do Gugu e Porsche Cup Brasil. Também atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais de artistas como Cézar e Paulinho, Maurício Manieri, Frei Gilson, Hesed e Rosa de Saron. Com formação técnica em Cinema, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial, gestão em Google Business, redes NDI e registro Anac em operação de drones.

A Paola Stefany Neto Cirino foi presa na madrugada da última quinta-feira (2), suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte. Conforme a Polícia Civil de Minas Gerais, a mulher de 30 anos foi localizada em um hotel na cidade de Itabira, onde estava acompanhada do filho de 6 anos e com objetos que seriam das vítimas. O caso é investigado como latrocínio, quando o roubo resulta em morte.

A investigação aponta que as vítimas são Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, e Cláudio Atala Inácio, de 75, encontrados mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital mineira.

De acordo com as investigações, Paola havia sido contratada para atuar como diarista no imóvel justamente no dia em que o crime aconteceu. Além disso, a polícia afirma que ela não possuía qualquer relação anterior com o casal e teria sido chamada apenas para realizar uma faxina.

Durante o depoimento, a suspeita declarou que entrou no apartamento sem a intenção inicial de matar os idosos. Entretanto, afirmou que decidiu furtar objetos de valor após chegar ao local. Ainda segundo seu relato, ela teria sofrido um surto durante a ação.

As investigações indicam que diversos bens foram levados do apartamento, entre eles joias, relógios, celulares e outros objetos de valor.

Além disso, a Polícia Civil sustenta que a suspeita utilizou um medicamento de uso contínuo para dopar as vítimas antes das agressões. Conforme a perícia, ambos apresentavam lesões características de tentativa de defesa.

Ainda segundo os investigadores, Cláudio Atala Inácio tentou reagir e acabou sendo morto a facadas. Em seguida, Maria Clotilde também foi atacada ao tentar impedir a ação criminosa.

Vale destacar que a faca utilizada teria sido retirada da própria residência e, posteriormente, recolocada no armário da cozinha, em uma tentativa de dificultar o trabalho da perícia.

Durante a apuração, familiares informaram que Paola enfrentava problemas financeiros relacionados a apostas on-line, incluindo jogos de cassino virtual. Segundo relatos, há cerca de dois anos a família realizou um empréstimo de aproximadamente R$ 40 mil para quitar dívidas atribuídas à suspeita.

No entanto, durante o interrogatório, ela afirmou que não possuía mais débitos pendentes. Ainda conforme a investigação, os objetos levados do apartamento seriam utilizados para custear despesas pessoais.

Fuga terminou com prisão em Itabira

Após o crime, a investigação aponta que parte dos objetos roubados foi descartada em uma caçamba de entulho. Em seguida, a suspeita deixou o local em um veículo que a aguardava nas proximidades.

Enquanto isso, os corpos do casal foram encontrados pelo filho das vítimas na segunda-feira (29), dando início às diligências policiais.

Posteriormente, Paola teria se hospedado em um hotel na região da Savassi, em Belo Horizonte, antes de seguir para Itabira. A Polícia Civil afirma que ela pretendia buscar apoio de conhecidos na cidade e cogitou fugir para o Espírito Santo. Apesar disso, desistiu do plano ao considerar que poderia ser reconhecida por causa da ampla repercussão do caso.

Por fim, a diarista foi localizada e presa em um hotel, onde também foram encontrados objetos que, conforme a investigação, pertenciam às vítimas. O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime.

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