A greve dos bancários começa a afetar o atendimento presencial em diferentes regiões do Brasil nesta semana. As paralisações foram aprovadas por bases sindicais durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026 e, em alguns locais, ocorrerão por tempo indeterminado.
O movimento envolve principalmente funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, embora bancos regionais também estejam incluídos em determinadas localidades. Além disso, parte dos trabalhadores de instituições privadas aprovou os acordos negociados e não participará da paralisação.
A maior onda de paralisações está prevista para quinta-feira (10 de setembro). No entanto, alguns estados começaram ou iniciarão a greve antes dessa data.
Greve dos bancários começa em diferentes estados
A mobilização já teve início no Pará, onde trabalhadores de bancos públicos e privados começaram a paralisação em 4 de setembro, com exceção do Banpará.
Enquanto isso, Maranhão e Rio Grande do Norte programaram o início da greve para esta terça-feira (8). Em Goiás, a paralisação envolve funcionários da Caixa Econômica Federal.
Além disso, dezenas de outras bases sindicais aprovaram movimentos para quinta-feira (10), ampliando o alcance da greve.
Entre os estados com paralisações confirmadas estão São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Caixa concentra maior número de paralisações
A Caixa Econômica Federal concentra uma parcela significativa das decisões pela greve, ao todo, 93 bases sindicais aprovaram paralisação por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro. Em outras localidades, trabalhadores rejeitaram as propostas apresentadas, mas decidiram continuar as negociações.
Entre as reivindicações estão mudanças relacionadas ao Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho, remuneração, benefícios e manutenção de direitos, dessa forma, as agências da Caixa estão entre as unidades com maior possibilidade de registrar interrupção ou redução no atendimento presencial.
Banco do Brasil também terá agências afetadas
O Banco do Brasil também enfrenta uma série de paralisações aprovadas durante as assembleias. Em 27 bases sindicais, os trabalhadores rejeitaram as propostas e decidiram iniciar greve por tempo indeterminado em 10 de setembro. Entretanto, outras regiões optaram por tentar reabrir as negociações antes de confirmar uma paralisação.
Por isso, o funcionamento do Banco do Brasil poderá variar de uma cidade para outra.
Em São Paulo e Osasco, por exemplo, os trabalhadores do BB aprovaram o acordo. Em outras regiões, entretanto, a greve foi aprovada.
São Paulo terá paralisações na Caixa
O estado de São Paulo está entre as regiões com maior número de bases que aprovaram a greve da Caixa. A mobilização envolve diferentes localidades, incluindo São Paulo, Osasco, ABC, Araraquara, Taubaté, Vale do Paraíba, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Catanduva, Assis e Barretos.
Na capital paulista e em Osasco, a maioria dos funcionários da Caixa rejeitou a proposta e aprovou a paralisação a partir de 10 de setembro.
Por outro lado, trabalhadores dos bancos privados e do Banco do Brasil dessas bases aprovaram seus respectivos acordos.
Todas as agências vão fechar?
Não necessariamente.
Apesar da dimensão nacional da mobilização, a greve dos bancários não significa que todas as agências do país ficarão fechadas, isso acontece porque as decisões são tomadas por bases sindicais. Além disso, a adesão dos trabalhadores pode variar entre as unidades.
Assim, algumas agências poderão permanecer fechadas, enquanto outras funcionarão parcialmente. Em determinadas cidades, ainda poderá haver atendimento normal.
Portanto, o cliente deve verificar previamente a situação da agência que pretende utilizar.
Pix e aplicativos continuam funcionando durante a greve
Mesmo durante a greve, os serviços digitais dos bancos devem continuar disponíveis. Entre as alternativas estão Pix, aplicativos, internet banking, cartões e caixas eletrônicos, embora determinados serviços dependam do atendimento presencial.
Dessa forma, clientes que precisam realizar operações simples podem utilizar os canais digitais, situações que exigem atendimento direto de funcionários podem sofrer atrasos ou ficar temporariamente indisponíveis.
Por que os bancários entraram em greve?
A paralisação ocorre durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026, que envolve negociações salariais e outras reivindicações trabalhistas.
A proposta geral negociada para os bancos privados prevê reposição da inflação medida pelo INPC, além de aumento real de 0,6% em 2026. A mesma fórmula está prevista para o ano seguinte.
Além disso, a negociação contempla verbas como vale-alimentação, vale-refeição, pisos salariais e Participação nos Lucros e Resultados. No entanto, o principal impasse permaneceu nas negociações específicas envolvendo Caixa e Banco do Brasil.
Os trabalhadores também discutem temas como saúde, carreira, condições de trabalho, metas, empregos e benefícios.
Quando começa a greve dos bancos?
O calendário de paralisações ocorre em diferentes datas. No Pará, a greve começou em 4 de setembro. Já Maranhão, Rio Grande do Norte e funcionários da Caixa em Goiás iniciam movimentos em 8 de setembro.
A maior concentração de paralisações está prevista para 10 de setembro, quando diversas bases da Caixa, do Banco do Brasil e de instituições públicas regionais devem iniciar movimentos por tempo indeterminado.
Entretanto, novas negociações ainda podem alterar o cenário.
Diante disso, clientes devem acompanhar os comunicados de seus respectivos bancos antes de procurar atendimento presencial.




