Mãe e padrasto são presos após torturar bebê de um ano

O caso de tortura foi registrado no dia 19 de junho, após a criança dar entrada no hospital com traumatismo craniano grave

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Divulgação/Polícia Civil

Um casal foi preso, na segunda-feira (31), suspeito de torturar um bebê de um ano, em São João da Boa Vista.

De acordo com a Polícia Civil, a mãe da criança, de 20 anos, e o padrasto, de 33, foram encaminhados a delegacia e presos preventivamente, eles devem responder por tortura e tentativa de homicídio qualificado contra menor de 14 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso de tortura foi descoberto no dia 19 de junho deste ano. Na época, a criança deu entrada no hospital com traumatismo craniano grave, hematoma subdural e hemorrogias na retina.

A criança apresentava nível de consciência muito reduzido e sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser internada imediatamente na unidade de tereapia instensiva (UTI).

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Fabioano Antunes de Almeida, o casal informou ao hospital que o bebê teria caído da cama, mas após exame médico-legal o quadro de trauma craniano abusivo foi confirmado.

Ainda segundo o delegado, a criança teria sido espancanda por uma colher de pau, obrigada a fazer caminhadas longas de madrugada até dormir, era submersa em água quente em uma bácia, sufacada com uma toalha quando chorava e trancada no banheiro da casa sem roupas. A mãe e o padrasto também davam remédios de tarja preto para a criança dormir.

Forama apreendidos os materiais utilizados na tortura, assim como celulares, um simulacro de arma de fogo e um teaser, pertencentes ao padrasto.

Incialmente o caso foi registrado como lesão corporal e maus-tratos, porém, após análise de prontuários médicos, perícias no imóvel e dados extraídos dos celulares dos investigados, a polícia concluiu que a criança vinha sendo subtmetida a episódios de violência física e psicológica há muito tempo.

O caso, de acordo com o delegado, foi denunciado pela advogada do pai da vítima e pelo Minsitério Público. A criança agora está sub os cuidados do pai.

Os supeitos passaram por audiência de custódia e vão permanecer presos temporariamente. A pena de tortura e tentativa de homicídio qualificado de uma criança pode chegar entre 30 e 50 anos.

A reportagem tentou contato com os advogados do casal, mas não obteve retorno.

Em nota, a advogada do pai do bebê, Júlia Abibe, informou que o homem sempre buscou exercer o papel paterno, acompanhando o desenvolvimento da criança e mantendo a convivência familiar.

Ainda na nota, a advogada afirma que o pai continuará colaborando com as investigações.

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