Uma operação policial na Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou um homem morto e dez pessoas feridas nesta segunda-feira (28). Entre os feridos está um policial militar, enquanto dois adolescentes, de 12 e 15 anos, também foram atingidos durante os confrontos.
A ação começou nas primeiras horas da manhã nas comunidades do Timbau e da Baixa do Sapateiro e ainda estava em andamento. Ao todo, cerca de 200 policiais militares participaram da operação, com apoio de unidades especializadas, sete veículos blindados e uma aeronave.
De acordo com as informações divulgadas durante a operação, os agentes apreenderam 12 fuzis, cinco pistolas, granadas, drogas e munições. Um veículo também foi recuperado.
A operação policial na Maré no Rio de Janeiro foi realizada com o objetivo de combater a atuação de grupos criminosos e reprimir atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à circulação de armas.
Durante a ação, houve confrontos em diferentes pontos do Complexo da Maré. Os feridos foram encaminhados inicialmente para o Hospital Federal de Bonsucesso, onde uma das vítimas apresentava quadro considerado grave.
Além disso, dois adolescentes foram atingidos, o jovem de 12 anos recebeu atendimento e foi liberado, enquanto o adolescente de 15 anos permaneceu sob cuidados médicos.
No entanto, informações sobre o número de mortos apresentaram divergências ao longo do dia. Enquanto a Polícia Militar confirmou uma morte, a organização Redes da Maré relatou ter recebido informações sobre três mortes durante o confronto, esse número adicional não havia sido confirmado pelas autoridades no momento da atualização.
Ônibus escolares são usados como barricadas do RJ
Um dos episódios que marcou a operação na Maré envolveu dois ônibus que transportavam estudantes de uma escola particular para uma excursão.
Os veículos foram interceptados por criminosos e utilizados como barricadas para dificultar o avanço dos policiais. Posteriormente, os estudantes foram retirados dos ônibus e transferidos para outros veículos, podendo seguir viagem.
O episódio provocou impactos também na circulação e na rotina de moradores da região.
Além do confronto, a operação policial na Maré provocou alterações no funcionamento da rede de ensino. Na rede estadual, duas escolas precisaram ser fechadas devido à situação de segurança. Já na rede municipal, 41 unidades escolares tiveram as atividades afetadas.
O impacto da operação ultrapassou as áreas diretamente envolvidas nos confrontos e atingiu também a rotina de estudantes, profissionais da educação e famílias.
Unidades de saúde suspendem atendimento
O setor de saúde também sofreu alterações durante a ação policial. As unidades da rede estadual permaneciam funcionando normalmente, quatro unidades municipais de Atenção Primária da região suspenderam temporariamente o atendimento.
A medida foi adotada como precaução para preservar a segurança de profissionais e pacientes diante dos confrontos registrados nas comunidades.
Segundo o balanço divulgado pelas autoridades, a operação resultou na apreensão de 12 fuzis e cinco pistolas, além de granadas, drogas e munições.
Participaram da ação equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e Batalhão de Ações com Cães (BAC).
Além disso, o emprego de veículos blindados e apoio aéreo ampliou a estrutura utilizada pelos policiais durante a operação.
Cidade de Deus também registra operação policial
Enquanto a ação ocorria no Complexo da Maré, policiais também realizaram uma operação na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
A iniciativa teve como objetivos reforçar o policiamento, combater roubos de veículos, localizar automóveis roubados e realizar buscas por materiais ilícitos.
Na comunidade, criminosos também utilizaram ônibus como barricadas, provocando alterações no trânsito. Entretanto, a Polícia Militar informou que não houve apreensões na ação realizada na Cidade de Deus.
A organização Redes da Maré informou que acompanha os impactos da operação e mantém atendimento aos moradores que relatam possíveis violações de direitos.
As informações recebidas pela organização são encaminhadas para o monitoramento relacionado à ADPF das Favelas, instrumento que trata de medidas para enfrentar a letalidade policial em operações realizadas no Rio de Janeiro.
O cenário na Maré permanecia em atualização nesta segunda-feira, diante da continuidade da operação e da possibilidade de novas informações sobre prisões, apreensões, feridos e eventuais mortes.





