10 curiosidades sobre Moraes Moreira no dia do seu aniversário

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Hoje, dia 08 de julho de 2026, Moraes Moreira completaria 79 anos.

O eterno “Novo Baiano” nos deixou de forma inesperada, no dia 13 de abril de 2020, aos 72 anos, após sofrer um infarto agudo do miocárdio, mas o seu legado para a música popular brasileira segue eterno. 

Preparamos uma lista com 10 curiosidades sobre o artista para homenageá-lo e matarmos um pouco da saudade nesta data especial.

1- Começou a carreira tocando sanfona

Nascido Antônio Carlos Moraes Pires, Moraes Moreira começou a sua trajetória musical tocando sanfona de doze baixos em festas e eventos de sua cidade natal, Ituaçu, na Chapada Diamantina. Foi na adolescência, enquanto fazia um curso científico no interior da Bahia, começou a aprender violão e apaixonou-se pelo instrumento.

2 – Teve aulas de violão com Tom Zé

Moraes mudou-se para Salvador aos 19 anos, com o intuito de estudar medicina, mas a arte falou mais alto e, logo, decidiu cursar o Seminário de Música na Universidade Federal da Bahia. Lá, conheceu outro baiano – o Tom Zé – que dava aulas de violão e passou a ensinar mais sobre o instrumento para Moraes Moreira. Os dois também trocavam figurinhas sobre harmonia e composição.

Tom Zé deu aulas de violão para Moraes Moreira | Imagem: Reprodução

3 – Parceria de Moraes Moreira e Luiz Galvão é um dos pilares dos novos Baianos

Foi Tom Zé quem apresentou Moraes a Luiz Galvão, que tornou-se um de seus maiores parceiros musicais. Os dois se juntaram a Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes, Baby do Brasil (que ainda era Baby Consuelo), Jorginho Gomes, Bola Morais, Baixinho e Dadi, e formaram o grupo Novos Baianos

A banda transformou a cena musical brasileira com suas composições icônicas, a maioria delas, parcerias de Moraes com Galvão, como: “A Menina Dança”, “Acabou Chorare”, “Preta Pretinha”, “Tinindo Trincando” e “Mistério do Planeta”.

4 – Revolucionou a música popular brasileira

O som de Moraes Moreira com os Novos Baianos é algo totalmente único na história da música brasileira: uma mistura de rock – vertente inicial do grupo – com samba, ijexá, frevo, choro, baião, influências da Tropicália, da Jovem Guarda, do rock internacional e da Bossa Nova.

Os Novos Baianos, nos anos 1970. Da esquerda para a direita: Baby, Dadi, Galvão, Negrita, Bolacha e Moraes Moreira. Embaixo: Grilo, Pepeu, Gato, Jorginho, Baixinho e Paulinho Boca de Cantor. Foto: Divulgação
Os Novos Baianos, nos anos 1970. Da esquerda para a direita: Baby, Dadi, Galvão, Negrita, Bola Moraes e Moraes Moreira. Embaixo: Grilo, Pepeu, Gato, Jorginho, Baixinho e Paulinho Boca de Cantor. Foto: Divulgação

5 – É discípulo de João Gilberto 

O também baiano João Gilberto foi um dos grandes responsáveis pela estética multifacetada do Novos Baianos e frequentador assíduo do apartamento no qual o grupo morou junto nos anos 70, no Rio de Janeiro. 

João tornou-se uma espécie de mentor informal do grupo, incentivando-os a ouvir sambistas antigos, estudar profundamente a música brasileira e mergulhar nas raízes do samba. Em um momento em que o grupo ainda carregava fortes influências do rock, ele apontava para outra direção.

Os conselhos surtiram efeito: pouco tempo depois surgiria “Acabou Chorare“, álbum lançado em 1972 e frequentemente apontado como um dos maiores discos da história da música brasileira.

Moraes contava que “roubou” muitos acordes que aprendeu com João no violão para utilizar em suas canções.

6 – Fez parte daquele considerado o maior disco de música popular brasileira de todos os tempos

O antológico disco “Acabou Chorare”, de 1972 – segundo álbum dos Novos Baianos, que foi desenvolvido quando a banda viveu em comunidade no famoso sítio de Jacarepaguá – é considerado um dos mais importantes discos nacionais. 

Foi eleito, pela Revista Rolling Stone Brasil, em 2007, como o primeiro de uma lista dos 100 maiores discos de música popular brasileira de todos os tempos.

Entre os sucessos – além das já mencionadas “A Menina Dança”, “Acabou Chorare”, “Preta Pretinha”, “Tinindo Trincando” e “Mistério do Planeta”:

– Swing de Campo Grande (Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor e Galvão);

Besta É Tu (Pepeu Gomes, Moraes Moreira e Galvão);

Um Bilhete Pra Didi (Jorginho Gomes)

Brasil Pandeiro (Assis Valente)

7 – Primeiro cantor de trio elétrico do Brasil

Quando resolveu sair do grupo, em 1975, Moraes Moreira tornou-se o primeiro cantor de trio elétrico do Brasil. Antes dele, os trios elétricos eram somente instrumentais e – quando Moraes assumiu os vocais do trio de Dodô & Osmar, em 1976 – o carnaval baiano nunca mais foi o mesmo. 

O baiano é um dos grandes responsáveis pela afirmação e pelo crescimento do carnaval de rua de Salvador. Fazendo fusões entre o frevo, a guitarra baiana e o batuque dos blocos afro, influenciou e abriu caminho para uma geração de cantores de trio elétrico que vieram depois, criando clássicos como: 

  • Pombo Correio (parceria com Dodô e Osmar)
  • Bloco do Prazer (parceria com Fausto Nilo)
  • Vassourinha Elétrica
  • Chame Gente (parceria com Armandinho Macedo)

8 – Se apresentou na primeira edição do Rock in Rio

O baiano também se apresentou em carreira solo na antológica primeira edição do festival Rock in Rio, em 1985.

Depois disso, Moraes ainda coleciona apresentações inesquecíveis nas edições do Rock in Rio de 1991 e de 2001.

Muitos outros discos e composições inesquecíveis fazem do artista um patrimônio da nossa música popular brasileira, como:

Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira (parceria com Pepeu Gomes)

– Sintonia (parceria com Fred Góes e Zeca Barreto )

– Chão da Praça (parceria com Fausto Nilo)

– Festa do Interior (parceria com Fausto Nilo)

9 – Gravou mais de 40 álbuns

Com mais de 50 anos de carreira, o cantor, compositor e instrumentista gravou mais de 40 álbuns, entre discos solo, com os Novos Baianos e outras parcerias. Também foi gravado por muitos nomes importantes da MPB como Gal Costa, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Marisa Monte e Daniela Mercury. 

Além de Davi Moraes, seu filho, que – com sua carreira na música – também honra o legado deixado pelo pai.

10 – É um grande Cordelista

Mestre no que diz respeito à diversidade musical, Moraes Moreira traz em suas canções, além do rock, do samba, do frevo e do choro, influências da música erudita e até do hip-hop. 

Ele era também um excelente cordelista! Muito influenciado pelo gênero tradicionalmente nordestino, Moraes tem até cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel e publicou um livro escrito todo nessa linguagem, em que conta a história dos Novos Baianos.

Seu talento e genialidade fazem de Moraes Moreira um dos nomes mais importantes da música popular brasileira de todos os tempos. Sua presença ilustre e eterna neste mundo merece todas as homenagens possíveis, sempre.

Caso queiram conhecer a trajetória do artista ainda mais a fundo, acessem o episódio completo sobre Moraes Moreira no Acervo MPB, nosso Podcast especial Novabrasil.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS