A MPB como referência no Funk, Trap e Rap: o encontro de Gerações na Música Brasileira

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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

À primeira escuta, a MPB pode parecer distante do funk, do trap ou do rap. Entretanto, basta olhar com atenção para perceber que esses universos musicais estão conectados. Nesse sentido, rimas afiadas e beats eletrônicos trazem referências diretas a artistas que moldaram nossa história. Dessa forma, a tradição dialoga com o presente sem hierarquias. A MPB segue viva como referência estética e emocional para a nova cena urbana.

O Poder da Identidade: De Sandra de Sá a Alee

Um dos exemplos mais fortes dessa ponte está na obra de Sandra de Sá. O clássico “Olhos Coloridos” atravessou décadas e ganhou novo fôlego recentemente. Com efeito, o verso “sarará crioulo” ressurgiu na faixa “Glock de Cor”, de Jovem Dex e Alee. Além disso, o trapper baiano Alee traz essa veia artística de berço. Por ser sobrinho de Denny Denan, da Timbalada, ele mistura trap com influências de matriz africana. Assim, a frase de Sandra de Sá mantém sua força na afirmação da ancestralidade.

Poesia Urbana e Paternidade

MC Hariel promove esse encontro na faixa “Salve Jorge”. A canção homenageia seus filhos, Jorge e Maitê, e cita diretamente Belchior. Além de referenciar o “rapaz latino-americano”, Hariel também bebe da fonte dos Secos & Molhados. Inclusive, o artista utiliza o sample de MC Marcinho em outros projetos. Portanto, o que era reflexão existencial no passado agora ganha voz dentro da vivência periférica atual.

Reverência aos Ícones: Alcione e Djavan

A MPB também invade o rap e o trap nas interpolações, onde os artistas usam a base de grandes clássicos para construir seus próprios hits. Por exemplo, Veigh, Borges e MC Cabelinho brilham no hit “Loucura”. A música recria a melodia de “Você Me Vira a Cabeça”, da eterna Alcione. De fato, Borges admite a inspiração logo nos primeiros versos. Da mesma maneira, Luccas Carlos homenageia Djavan em sua obra. Ao mesmo tempo que usa tecnologia virtual em seus clipes, Luccas mantém a poesia clássica sobre o amor.

Em resumo, tudo isso prova que a MPB não ficou parada no tempo. Ela é uma fonte de inspiração viva que ganha cara nova em cada batida. No fim das contas, essa mistura mostra que a nossa música é um lugar de encontro. Assim, ritmos diferentes ganham força ao contar suas histórias. O que parece distante, na verdade, é bem próximo e mostra como a música brasileira sabe se transformar e resistir.

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