Na cidade que não para, o silêncio virou artigo de luxo. E o descanso, então, nem se fala. Mas quem passa pelo centro comercial JK Iguatemi pode se surpreender com uma pausa bem-vinda: as cabines de sono da empresa Cochilo. São espaços individuais, silenciosos e escuros que permitem um cochilo em meio ao expediente. Basta acessar o aplicativo, que tem um QR Code na porta, reservar um horário e entrar na cápsula, que se fecha automaticamente. A luz azul se acende e o mundo lá fora dá uma trégua.
Tecnologia e conforto a favor do bem-estar
Quem está ali dentro pode optar por som ambiente ou simplesmente relaxar em silêncio. Quando a hora acaba, o colchão vibra suavemente e as luzes piscam para despertar o usuário. “Na verdade, não é só sobre dormir. É sobre ter um tempo privado, sem fazer nada. Um lugar para descansar ou simplesmente pensar na vida”, explica Alícia Jankavski, responsável pela operação da Cochilo e pelo atendimento ao cliente. Segundo ela, a ideia é atender quem precisa se desconectar por alguns minutos sem precisar improvisar escadas de emergência ou banheiros para relaxar.
Da necessidade ao negócio
A ideia surgiu em 2012, quando um dos fundadores da empresa não conseguiu descansar entre um compromisso e outro. De lá para cá, o projeto cresceu, chegou a ter dezenas de cabines em funcionamento antes da pandemia e agora retoma com um modelo autônomo. “A cabine piloto é essa que está aqui no JK. Mas em julho, a gente já expande para a região da Paulista”, antecipa Alícia.

A segunda unidade será inaugurada no Shopping Cidade São Paulo, que fica no meio da avenida mais agitada de capital paulista. É um super convite aos que desejam desacelerar, mesmo que por um breve instante.
Higiene, privacidade e acolhimento
Com ambiente revestido de material higiênico e lâmpadas bactericidas, as cabines são desinfetadas todos os dias por um profissional especializado. Além disso, cada usuário recebe um kit de limpeza para garantir ainda mais segurança. O objetivo é afastar de vez o preconceito com o cochilo em pleno expediente. “Antigamente, cochilar era sinônimo de preguiça. Hoje, é uma forma de cuidar da saúde mental”, conclui Alícia.



