Dormir bem para viver mais: o papel do sono na longevidade e saúde mental

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

A qualidade do sono tem ganhado destaque na medicina como um dos pilares fundamentais da longevidade e da saúde cognitiva. Muito além de uma pausa na rotina, o sono exerce funções vitais para o corpo e a mente — especialmente no envelhecimento. “Durante o sono ocorrem processos essenciais como a reparação celular, liberação de hormônios e fortalecimento do sistema imunológico. Tudo isso impacta diretamente na qualidade de vida”, explica a geriatra Julianne Pessequilo.

Privação de sono acelera o envelhecimento

Dormir mal não significa apenas sentir cansaço. Estudos apontam que a má qualidade do sono está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, distúrbios cognitivos e até mortalidade precoce. “A fragmentação do sono e a redução das fases profundas, como o sono REM, comprometem funções fundamentais para o corpo e o cérebro. Em idosos, isso pode significar mais quedas, menor mobilidade e piora no desempenho cognitivo”, afirma a especialista.

Há ainda uma ligação clara entre distúrbios do sono e doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson e demência. A apneia obstrutiva do sono, por exemplo, é comum nesses quadros e pode agravar sintomas motores e cognitivos, comprometendo o sistema nervoso autônomo.

Tecnologia ajuda, mas não substitui o médico

O monitoramento do sono com o uso de dispositivos como relógios inteligentes e aparelhos CPAP tem crescido, auxiliando na detecção precoce de distúrbios. Mas a médica ressalta: “Esses aparelhos são úteis, mas não substituem uma avaliação clínica detalhada. A interpretação dos dados deve sempre ser feita por profissionais capacitados”.

Foto: Divulgação.

Insônia em idosos requer abordagem cuidadosa

A insônia é uma queixa comum entre idosos, principalmente mulheres acima dos 75 anos, e pode estar associada a ansiedade, depressão, dores crônicas e uso de múltiplos medicamentos. O tratamento deve ser individualizado, com foco inicial em abordagens não farmacológicas. “A terapia cognitivo-comportamental, o controle de estímulos externos e a educação sobre higiene do sono têm se mostrado eficazes e seguros para esse público”, reforça Julianne.

Evitar estimulantes como cafeína à noite, manter um ambiente escuro e silencioso, e respeitar o ritmo circadiano são medidas simples, mas que fazem grande diferença. A exposição à luz natural durante o dia e a redução da luz artificial à noite ajudam na produção de melatonina, favorecendo um sono mais profundo e restaurador.

Mais do que dormir por dormir, é preciso garantir que esse momento de descanso realmente cumpra seu papel restaurador. “Investir no sono é investir em saúde, cognição e bem-estar. E isso vale em qualquer idade, especialmente na terceira idade”, finaliza a médica.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS