Caixa registra lucro de R$ 3,5 bilhões no trimestre

Depois de um ano pressionado por inadimplência e provisões maiores, a Caixa Econômica Federal voltou a apresentar crescimento em áreas estratégicas no primeiro trimestre de 2026. O banco ampliou o crédito imobiliário, que chegou a quase R$ 1 trilhão, e reforçou investimentos em tecnologia. Para a instituição, a queda da Selic deve melhorar os indicadores ao longo do ano.

A Caixa registrou crescimento de cerca de trinta por cento nas contratações imobiliárias e se manteve líder no setor habitacional brasileiro. O banco também destacou a expansão digital, o que já possibilita maior autonomia e segurança aos usuários. A instituição destacou o papel da carteira sustentável de quase R$ 900 bilhões.

Segundo o vice-presidente de Finanças da Caixa, a expectativa é de que a redução dos juros ajude na recuperação econômica e no desempenho do banco:

“A redução desse risco ajuda a economia como um todo e, nesse caso, vai ajudar a Caixa na sua margem financeira toda. A perspectiva da Selic, eu diria para você o seguinte: a redução dela vai nos ajudar”, pontua.

Do mesmo modo, o banco afirmou que reforçou investimentos em segurança digital após ataques sofridos no Caixa Tem no ano passado. O case ganhou reconhecimento da Microsoft pela tecnologia.

“Nós tivemos ataques muito fortes nos nossos sistemas, principalmente na conta Caixa Tem. Nós estamos agora com praticamente zero de prejuízo na conta Caixa Tem”, pontua Rodrigo Hori, Vice-Presidente Agente Operador.

Inadimplência ainda é gargalo

Apesar da melhora nos resultados, o banco admitiu preocupação com a inadimplência no agronegócio e afirmou que segue renegociando operações e endurecendo critérios para novas concessões de crédito rural.

Pois o setor representa 18% de inadimplência junto à instituição, taxa muito acima da média de outras instituições.

“O governo Lula tem demonstrado que a atuação governamental com insumos desenvolvimentistas, do ponto de vista da atuação, do Estado na economia, tem feito muito bem à sociedade como um todo”, afirma Brasiliano.

No entanto, a instituição não informou se há alguma discussão sobre projetos para reduzir as dívidas do agro.

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