Compositor Daniel Stringini apresenta seu “minimalismo tropical” na Casa Museu Eva Klabin

A sonoridade ambiental e minimalista do compositor Daniel Stringini é o destaque da edição dos “Concertinhos de Eva”, série de apresentações promovidas pela Casa Museu Eva Klabin para difundir a música de câmara contemporânea entre o público infantojuvenil e entusiastas. A performance acontece às 16h do domingo (13), e já tem ingressos disponíveis na plataforma INTI, por R$40 (inteira) e R$20 (meia).

A performance que Stringini prepara se chama “Movimentos Mínimos”, título de um dos seus álbuns, no qual utiliza um felt piano, dispondo um tecido de feltro no interior do instrumento para alcançar, assim, uma textura diferente de som. Nas suas palavras, ele cria um novo espaço sonoro para que as pessoas possam habitar: “Para mim, interessa mais a atmosfera que está sendo gerada — as sobreposições de ritmos e de padrões — do que algo mais estritamente formal”, comenta.

Diante do público, o concerto propicia uma experiência ao mesmo tempo imersiva e fragmentada, segundo o artista. Se por um lado não terá o formato e a linguagem de um recital tradicional de piano, surge a possibilidade de uma nova vivência auditiva, outra sensibilidade de escuta. “O mundo contemporâneo é muito da visão, estimular a escuta faz a pessoa se sentir mais presente no mundo. Existe a escuta do mundo que nos torna mais interessados e aguçados”, comenta o curador Chico Dub, responsável pela programação dos Concertos e Concertinhos de Eva ao longo do ano de 2026.

Natural de Santa Maria-RS, Daniel Stringini reside no Rio de Janeiro e é figura conhecida dos eventos da cena experimental local. Sua pesquisa envolve misturas entre o som acústico do piano e as texturas eletrônicas de sintetizadores. Atualmente, ele colabora em projetos como o CEP 20.000, do poeta Ricardo Chacal, e o Ex-Tempo, encontro de arte sonora. Sua atuação, porém, também explora linguagens além do ruído, apostando em acordes longos e na criação de uma atmosfera sonora que oferece ao público uma nova experiência de escuta.

Daniel Stringini também tem experiência acadêmica como professor de música e etnomusicólogo, tendo desenvolvido, em sua tese de doutorado, um estudo sobre a música de imigrantes haitianos radicados em Chapecó-SC. “É algo que está ligado também à minha circulação como músico, que é de interesse, mesmo, entender as cenas e circular”, contextualiza o artista, que considera um diferencial de sua carreira o fato de não ter formação de concertista tradicional.

A Casa Museu Eva Klabin reserva dois concertos abertos ao público durante o mês de setembro. Além do concerto de Daniel Stringini no dia 13, o cantor Fitti, revelação do último Prêmio da Música Popular Brasileira, subirá ao palco do Pôr do Sol no dia 26 de setembro, programa com curadoria de Rodrigo Andrade. Em outubro, o Concertinho de Eva convida Rodrigo Maré (dia 9); o Concerto de Eva terá a presença de Isabella de Carvalho (17); e o Pôr do Sol encerrará a temporada atual com uma atração surpresa.

SERVIÇO:

  • Concertinho de Eva | Daniel Stringini
  • Dia: domingo, 13 de setembro de 2026
  • Horário: 16h
  • Classificação indicativa: livre
  • Ingressos: R$ 60 (inteira) ou R$30 (meia)
  • Link: Plataforma BYINTI
  • Casa Museu Eva Klabin
  • Praça Benedito Cerqueira, 0, Lagoa, Rio de Janeiro
  • Contato: [email protected]

A Casa Museu Eva Klabin

A Casa Museu Eva Klabin surge, em 1991, como um espaço de referência para a vida cultural carioca, ocupando o imóvel em que Eva residiu e onde ergueu um museu para abrigar e exibir ao mundo as peças que colecionou em sua vida, fruto de suas pesquisas, investigações e viagens.

Atualmente, há no acervo 2.963 obras que abrangem períodos e civilizações da história humana com ampla diversidade de origens. São peças vindas da Grécia, da China, dos Andes, do Egito e da Europa que abrangem desde a antiguidade clássica até o século XIX. Aberta a visitas gratuitas cinco dias por semana, sempre no período da tarde, a Casa Museu Eva Klabin apresenta ao público semanalmente atrações desenvolvidas pelo Núcleo de Educação e pela curadoria artística.

Ao longo do ano, aqui ocorrem exposições de arte contemporânea em diálogo com o acervo permanente, oficinas de práticas artísticas e palestras. Assim, mantém vivo o acervo reunido por sua fundadora, em perspectiva com as discussões contemporâneas, na ação conjunta de seus setores.

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