Compulsão alimentar e emagrecimento: por que a terapia deve vir antes da medicação

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Medicamentos como semaglutida, liraglutida e lisdexamfetamina têm ganhado destaque no tratamento da obesidade e da compulsão alimentar. No entanto, especialistas alertam para os riscos do uso precoce desses fármacos, especialmente em pacientes com transtornos alimentares. “A psicoterapia deve ser a primeira linha de tratamento. Medicar antes de compreender o quadro clínico pode mascarar sintomas e agravar o transtorno”, afirma a psiquiatra Bacy Fleiltich-Bilyk, especialista em transtornos alimentares e doutora pelo King’s College London.

Terapia é a base do tratamento eficaz

Para o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP), bulimia e anorexia, as abordagens terapêuticas — como a Terapia Cognitivo-Comportamental — são fundamentais. “É por meio da escuta qualificada e da abordagem emocional que o paciente aprende a lidar com gatilhos, traumas e distorções de autoimagem. A medicação só deve ser considerada quando a resposta à psicoterapia for insuficiente”, explica a médica.

Medicamentos podem mascarar o problema

Quando usados precocemente, os fármacos podem provocar uma perda de peso rápida sem tratar as causas da compulsão, o que aumenta o risco de recaídas, uso de laxantes ou dietas extremas. “Em alguns casos, medicamentos que reduzem o apetite podem até desencadear quadros de anorexia ou bulimia em pacientes vulneráveis”, alerta a psiquiatra.

Foto: Divulgação.

Foco excessivo no emagrecimento pode ser perigoso

Pacientes com transtornos como anorexia não precisam emagrecer — e sim recuperar peso e reconstruir uma relação saudável com o corpo. “O foco na perda de peso, nesses casos, apenas reforça o ciclo de distorção e sofrimento. O tratamento precisa incluir percepção corporal, autoestima e alimentação equilibrada”, defende Bacy.

Cuidado integral e multidisciplinar é essencial

A psiquiatra reforça que o medicamento pode ter papel auxiliar, mas nunca deve substituir a escuta, o vínculo terapêutico e o acompanhamento multidisciplinar. “Tratar antes de medicar é um compromisso com a saúde real, e não apenas com números na balança”, conclui.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS