Paula Toller é uma das maiores cantoras pop da história da música brasileira! Dono de uma voz doce, potente e inconfundível, ela deu vida a alguns dos maiores sucessos do pop-rock nacional à frente do Kid Abelha, grupo que atravessou gerações e vendeu milhões de discos.
Além da carreira solo, Paula também construiu um legado como compositora sensível e intérprete versátil. Hoje, no dia de seu aniversário, celebramos sua trajetória com dez curiosidades que ajudam a contar um pouco mais sobre essa artista fundamental da nossa música.

10 curiosidades sobre Paula Toller
1 – Criada pelos avós, em meio à música clássica
Nascida no Rio de Janeiro em 1962, Paula Toller foi criada pelos avós paternos, que cultivavam em casa a escuta de compositores como Bach, Mozart, Beethoven e Chopin. Paula estudou canto lírico e esse contato precoce com a música erudita moldou sua sensibilidade artística. Sua formação trouxe sofisticação técnica para sua voz e logo abriu caminho para que ela assumisse os vocais e a autoria de letras na banda que viria a formar.
2 – Beatles como única exceção para Paula Toller
Com os avós, Paula também escutava Carmen Miranda e Elis Regina, além da banda inglesa The Beatles, exceção como o único rock’n roll permitido pelo avô na vitrola da família. Mais tarde, a cantora ampliaria seu repertório ao comprar discos de Rita Lee e Janis Joplin, além de nutrir uma paixão pelo rádio.
3 – Faculdade de Desenho Industrial e Comunicação Visual
Antes da fama, Paula Toller cursava Desenho Industrial e Comunicação Visual na PUC-Rio. Foi lá que conheceu Leoni, seu namorado à época e primeiro parceiro musical, que a levou para acompanhar ensaios da banda Chrisma – embrião do que se tornaria o Kid Abelha.

4 – Primórdios da banda: Kid Abelha e os Abóboras Selvagens
Com Leoni no baixo e vocais, Pedro Farah na guitarra e Carlos Beni na bateria, Paula entrou para a banda, em 1981, como vocalista e letrista. Eles ainda conheceram George Israel, se apresentando com seu saxofone em Búzios, e também o convidaram a fazer parte da banda, que logo mudou de nome para Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, em 1982.
O grupo surgiu em uma época em que as bandas de rock (ou pop rock) brasileiro começavam a despontar e o gênero virava um sucesso no país, o famoso BRock dos anos 80. Uma leva que trouxe outros grandes grupos como Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Capital Inicial, Barão Vermelho, Blitz e Legião Urbana.
5 – A inspiração na Gang 90 para Paula Toller
Um momento decisivo veio quando Paula assistiu, pela TV, a uma apresentação da Gang 90 e as Absurdettes, com a canção “Perdidos na Selva” (de Guilherme Arantes, Júlio Barroso e Mário Vaccari, pioneira no estilo New Wave no Brasil), em um festival de música.
A banda contava com um coro de vozes femininas e o impacto foi tão grande, que Paula Toller teve certeza de que era aquele tipo de música que ela queria cantar.
6 – Primeiros passos e rápida ascensão
Em 1982, como Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, a banda teve sua primeira música tocada no rádio: “Distração” (de Leoni e Carlos Beni). O sucesso foi imediato e logo rendeu convites para se apresentarem no Circo Voador, vitrine da cena musical carioca.
A banda foi então convidada para gravar suas primeiras canções em um LP, chamado Rock Voador, em 1982, que contava com a participação de diversas novas bandas do cenário nacional. Logo em seguida, ainda em 1982, Pedro Farah e Carlos Beni deixam a banda, que passou a contar com Bruno Fortunato na guitarra e bateristas convidados.
7. “Pintura Íntima” e “Por Que Não Eu”: cartão de visitas
O primeiro compacto do grupo, lançado em 1983, trouxe de um lado “Pintura Íntima” (de Paula e Leoni), um dos maiores clássicos da carreira da banda, e do outro lado “Por Que Não Eu” (de Paula, Leoni e Herbert Vianna).
O disco vendeu mais de 100 mil cópias e deu início a uma sequência de hits que se tornariam parte da memória afetiva dos brasileiros, como: “Fixação” (de Paula, Leoni e Beni), “Como Eu Quero” (de Paula e Leoni) e “Alice (Não me Escreva Aquela Carta de Amor)” (de Paula, Leoni e Bruno Fortunato), que entraram para o primeiro álbum da banda, Seu Espião, de 1984.
8 – Do Rock in Rio aos palcos internacionais
Em 1985, apenas três anos após sua estreia, Paula e sua banda Kid Abelha (agora com esse nome) subiram ao palco da primeira edição do Rock in Rio – o maior festival de música do país – ao lado de gigantes da música nacional e internacional.
Anos depois, a banda também levou seu repertório para fora do país, com versões em espanhol de seus maiores sucessos, conquistando fãs em países da América Latina, Estados Unidos e Espanha.
9 – De intérprete a escritora infantil
Muito além dos palcos, Paula também se aventurou na literatura. Em 2015, lançou o livro infantil “Oito Anos”, inspirado na canção composta por ela em 1998 (em parceria com Dunga) para o seu filho Gabriel, onde a cantora cita as principais dúvidas da criança de forma divertida e apaixonante. A canção também foi um sucesso na voz de Adriana Calcanhotto, em 2004, no seu disco para crianças “Adriana Partimpim”.
10 – Uma voz que atravessa gerações: 40 anos de carreira de Paula Toller
Foram quase 35 anos à frente do Kid Abelha (até 2016), além de uma sólida carreira solo que dura até os dias de hoje. Ao todo, são mais de nove milhões de discos vendidos apenas no Brasil, dezenas de sucessos radiofônicos e uma presença cativa na história do pop nacional. Seu disco mais recente foi lançado em 2024, em homenagem aos seus 40 anos de carreira: “Paula Toller Ao Vivo – Amorosa”.



