O AC Camargo Câncer Center, referência no tratamento oncológico em São Paulo, faz um apelo à população: os estoques do banco de sangue estão críticos, principalmente para os tipos O negativo e A negativo. A coordenadora do serviço de Hemoterapia e Terapia Celular do hospital, Dra. Marta Lemos, explica que a queda nas doações é cíclica, mas tem sido mais acentuada neste período.
“O frio, as férias e as festas de fim de ano acabam afastando os doadores. Mas os pacientes continuam aqui, e o hospital tem uma necessidade contínua. A gente não pode ter essas quedas, porque o sangue é essencial todos os dias”, alerta a médica.
Cada bolsa ajuda mais de um paciente
Segundo a Dra. Marta, uma única doação pode salvar várias vidas, já que o sangue é fracionado em diferentes componentes: hemácias, plasma e plaquetas. “Cada parte vai para um paciente distinto. Uma bolsa doada pode beneficiar até três pessoas”, explica.
Esse processo é essencial para o cuidado de pacientes com leucemia, cânceres avançados, em quimioterapia ou submetidos a transplantes e cirurgias. “Esses pacientes, muitas vezes, não produzem sangue suficiente. A transfusão é parte do tratamento. Sem ela, o risco de complicações aumenta”, reforça a hematologista.
Todos os tipos são necessários
Apesar do foco atual nos grupos negativos, todo tipo sanguíneo é bem-vindo. “Os RH negativos são mais raros e por isso chamam atenção quando o estoque cai. Mas todos os tipos são importantes, porque há sempre um paciente precisando de sangue compatível”, diz a médica.
Ela também destaca que, mesmo quem não pode doar, pode ajudar: “Se a pessoa tem alguma restrição, pode incentivar familiares, amigos e colegas. Ser um multiplicador é tão importante quanto doar.”
Como doar sangue no AC Camargo
As doações podem ser feitas no próprio hospital, na Rua Castro Alves, 131 – Liberdade, de segunda a sexta das 8h às 17h e aos sábados das 8h às 15h. O local fica próximo à estação Vergueiro do metrô e oferece estacionamento gratuito para doadores.
Podem doar pessoas de 18 a 69 anos, em boas condições de saúde. Jovens de 16 e 17 anos também podem doar, acompanhados de um responsável. “O importante é estar bem. Quem estiver gripado, por exemplo, deve aguardar. A triagem garante segurança para quem doa e para quem recebe”, explica a médica.



