Os tamborins ressoam e a cidade entra no clima. Na véspera do Carnaval, São Paulo se prepara para receber 16 milhões de foliões, segundo estimativa da prefeitura, em mais de 700 blocos espalhados pela capital. A festa movimenta bilhões na economia e começa bem antes da avenida, no comércio.
Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, em parceria com o SPC Brasil, mostra que 41 milhões de brasileiros pretendem participar das comemorações neste ano, em todo o Brasil, com gasto médio superior a R$ 1 mil por pessoa. E um item que nunca sai da lista é a fantasia.
Nota 10
Em uma loja especializada na zona sul, o gerente Adê confirma o aumento na procura. “Com certeza a gente vê o pessoal com muita demanda procurando por artigo de fantasia. A galera quer brilhar, quer brincar, quer se divertir.”
Ele percebe um clima ainda mais animado em 2026. “Acho que a galera tá mais empolgada e os bloquinhos estão até melhores do que o ano passado.”
Mas um hábito permanece. “O brasileiro é o típico, deixa para a última hora. Sempre vem faltando dois, três dias antes para tudo acontecer.”
Quanto custa entrar na folia
Adê explica que quem vai encarar bloco de rua costuma fazer investimento moderado. “Normalmente a galera acaba gastando em torno de uns R$ 180, R$ 280, na loja”, explica. Mas, “o pessoal que quer se destacar mesmo investe um pouco mais”, conta aos risos.
Tendências e improviso
Entre os destaques deste ano estão referências retrô e fantasias mais leves. “Disco anos 80, pirata, o pessoal aluga bastante”, diz Adê.
Segundo ele, muitos não compram pronta, preferem customizar e usar a imaginação, colam “tiarinha, colocam alguma coisa que brilha e vai pro bloquinho.”
E para quem está com orçamento apertado, a dica é simples: “procura coisas que tiver em casa, pinta, joga um glitter no rosto e vai”, afirma o especialista em se fantasiar.
Outra dica é não escolher máscaras. Mesmo coma possibilidade de ficar com elas por mais de meia hora antes de precisar tirar para buscar ar, o problema está na dificuldade de ser notado e conseguir “beijar na boca”, explica aos risos.
No fim, a regra é clara: “O importante é se divertir!”



