Ao longo de mais de duas décadas, a Flip consolidou-se como uma das mais relevantes manifestações culturais do país, tendo inspirado mais de 300 feiras e festas literárias. Esse reconhecimento não se mede apenas pelo público que acompanha o evento a cada ano, mas também pelos prêmios e distinções recebidos — reflexos de um trabalho comprometido com a literatura, a diversidade e o território.
Em sua 24ª edição, a festa em Paraty acontece entre os dias 22 e 26 de julho e homenageia a poeta Orides Fontela (1940-1998). Uma das pioneiras nas vertentes contemporâneas da poesia brasileira, Fontela é conhecida por seu rigor formal com a língua e pela atualização que faz do Modernismo.

A autora homenageada da 24ª Flip, que morreu dois anos após o lançamento de “Teia” (1996), teve sua obra compilada em três ocasiões, com “Trevo” (Livraria e Editora Duas Cidades, 1988), “Poesia reunida” (Cosac Naify, 2006) e “Poesia completa” (Hedra, 2015) – edição que contém 22 poemas inéditos, publicados postumamente. Em 2007, foi laureada postumamente com a Medalha da Ordem do Mérito Cultural, na categoria Grã-Cruz, do Ministério da Cultura.
A Flip homenageia pelo segundo ano consecutivo autores que se destacam por sua produção poética. Na 23ª edição, realizada no ano passado, foi o poeta curitibano Paulo Leminski que teve vida e obra celebradas na Festa Literária Internacional de Paraty. Outros nomes da poesia que já foram homenageados pela Flip incluem Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Ana Cristina César, Hilda Hilst e Elizabeth Bishop.
Legado da FLIP
A Flip consolida seu papel como agente transformador ao incorporar de forma consistente as diretrizes de ESG — Meio Ambiente, Social e Governança — em todas as suas ações. Com iniciativas de impacto concreto, sustentadas por parcerias estratégicas e diálogo com o território, a Festa reafirma seu compromisso com a sustentabilidade, a acessibilidade e o desenvolvimento comunitário.
A responsabilidade ambiental da Flip se traduz em ações práticas e permanentes que minimizam impactos e deixam legados positivos. A festa também amplia o
acesso democrático à cultura, operando como ponte entre o universo literário e as diversas comunidades de Paraty e do Brasil.
Nos espaços da Flip, a política de ingressos reflete esse compromisso com a inclusão. No Auditório da Matriz, 30% dos ingressos de cada mesa são oferecidos com valores diferenciados: 10% distribuídos gratuitamente e 20% vendidos a preços populares, com prioridade para moradores da cidade. Já no Auditório da Praça, toda a programação é gratuita, com estrutura para acolher mais de 500 pessoas sentadas.
A programação é também transmitida ao vivo, de forma gratuita, pelo site da Flip, pelo canal da festa no YouTube e ainda pelo canal de TV Arte1, levando as mesas literárias a públicos de todo o país.
A Flip afirma-se como referência nacional em acessibilidade, promovendo a participação autônoma e plena de todos os públicos. Todas as mesas do Programa Principal contam com interpretação em Libras, audiodescrição e tradução simultânea. Os espaços da Festa são sempre cuidadosamente adaptados para garantir autonomia e conforto: rampas e passarelas permitem a circulação


