Reynaldo Bessa, artista potiguar, lança EP para celebrar três décadas de música

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Reynaldo Bessa é músico excepcional e poeta potiguar, natural de Mossoró (RN). No último mês, ele lançou em todas as plataformas digitais seu novo trabalho, o EP “A Ver Navios”, composto por quatro músicas autorais realizadas em parceria com a produtora Zanzar. O trabalho traz, em reflexões sensíveis e poéticas, um pouco da história do artista, que afirma que o EP é a coroação dos seus 30 anos de música e de poesia.

Definido pelo próprio autor como o seu trabalho mais consolidado, “A Ver Navios” conta com músicas inéditas que conectam a trajetória pessoal do artista com o seu amadurecimento musical. Com arranjos em total consonância com as novas tendências musicais, o EP consagra-se como uma obra essencial na discografia do artista potiguar.

“A Ver Navios” abre com a canção “Carrinho de Lata”, uma obra que retrata o momento da partida do artista potiguar rumo ao sudeste “Pó, poeira, / minha mãe na soleira, / porta aberta / feito chaga pra estrada”. Música e poesia são potencializadas pela marcante sonoridade do sanfoneiro potiguar, Lulinha Alencar. “Carrinho de Lata” é uma metáfora que Bessa se apropria para denominar o seu sonho – desde menino – de se tornar um artista.

Logo em seguida vem a canção-título “A ver Navios”, obra que fala do fim de um relacionamento: “Será que é você/ aquela estrela lá no céu/ tão distante/ e solitária que nem eu”. Nostalgia e suavidade são marcados na música pelo vibrafone de Beatriz da Matta.

Capa do álbum. Foto: Divulgação.

O tema sobre o fim é também abordado na canção “Antes de Ir”. Quando o relacionamento chega ao término e, ainda, por algum motivo, busca-se um sentido para aceitá-lo e continuar seguindo: “Antes de ir/ diga algo de bom, / algo que ficou, / coisas sobre nós. / Antes de ir, / não, não feche a porta, / não me beije a testa, /nem apague a luz”.

Fechando o EP “Esse Rio” uma canção que traz uma reflexão solitária, mas, serena, onde o eulírico percebe que o que resta, apesar do fim das coisas, é entregar-se ao

fluxo do Grande Rio: “Vou nas águas desse rio / Ora riso, ora pranto / Vou no compasso do teu canto/ Ora graça, ora espanto”. Nessa letra-poema, Bessa se utiliza de personagens da literatura (Otelo, Ulisses, Dante, Riobaldo etc) para ilustrar os desencontros a que a vida pode nos enredar quando buscamos o que de mais intenso ela oferece. O Rio é uma metáfora para o passado; rio caudaloso e sempre a querer nos levar para um outro rumo. Rumo, na maioria das vezes, involuntário e sem saída.

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