No dia 18 de outubro, o Allianz Parque foi palco de uma despedida inesquecível: Gilberto Gil encerrou em São Paulo a turnê “Tempo Rei”, diante de um público que lotou o estádio para celebrar uma trajetória que se funde com a própria história da música brasileira. A noite foi de festa, mas também de emoção — um tributo ao tempo, à arte e à família.
O show revisitou sucessos que atravessaram décadas, como “Tempo Rei”, “Expresso 2222”, “Andar com Fé” e “Aquele Abraço”. Cada canção parecia ganhar novo significado diante da plateia, que cantava em coro cada verso, consciente de que presenciava um momento simbólico.
Entre os momentos mais marcantes da apresentação, a homenagem à filha Preta Gil, que morreu no final de julho, emocionou o público. Gil dedicou trechos do espetáculo à memória da cantora e empresária, e exibiu imagens da filha em projeções delicadas no telão, acompanhadas de mensagens sobre amor e continuidade. O artista falou pouco, mas cada gesto — um olhar para o céu, um sorriso contido — carregava a força da saudade e da gratidão.
A noite também teve espaço para celebrações. Roberto Carlos subiu ao palco para um dueto histórico, coroando a amizade de décadas entre os dois ícones da música popular brasileira. O encontro arrancou aplausos, lágrimas e celulares erguidos, em um dos momentos mais fotografados do show. Aos 83 anos, o artista encerra este ciclo de forma coerente com sua trajetória: com leveza, generosidade e a certeza de que o tempo, como ele sempre cantou, é mesmo rei.
No camarote Mirante, o show começa antes do palco
Quem viveu a experiência do Backstage Mirante teve uma imersão que ia além da música. O espaço ofereceu vista privilegiada, open bar, buffet e ambientação inspirada na estética tropical da turnê, com projeções que faziam o público se sentir dentro do universo visual de Gilberto Gil.
O clima era de celebração entre amigos, familiares e admiradores que acompanham o artista há décadas. Entre uma taça e outra, o público do Mirante assistiu de perto à última apresentação da turnê, em um espaço que unia aconchego e emoção. No fim, todos cantavam juntos “Andar com Fé”, reafirmando o espírito coletivo que atravessa a obra de Gil.



