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Heródoto Barbeiro: “Agora, é a vez de Cuba”

Os Estados Unidos voltam todo o seu poder econômico contra Cuba. O momento é propício para desestabilizar o governo comunista da ilha e enfraquecer os movimentos de esquerda na América Latina. O Departamento de Estado americano não desconhece as manifestações contra o capitalismo das empresas dos Estados Unidos instaladas na região. Várias delas controlam setores considerados estratégicos, como petróleo, siderurgia, mineração, serviços públicos, entre eles comunicação e transportes. A queda da ditadura cubana aliviaria a campanha que a esquerda faz sob o slogan “Yankees go home-!”. Até a presença de representantes do governo americano é precedida de manifestações de ruas e protestos de todo tipo. Portanto, a virada de chave é o fim da ilha comunista.

O bloqueio econômico contra Cuba é frágil. A ilha caribenha busca apoio econômico em países que são rivais dos Estados Unidos na geopolítica mundial. Para eles, Cuba tem tanta importância quanto a sobrevivência da democracia em Taiwan, a ilha na costa da China. Ilha contra ilha. República de Cuba e República da China. Os cubanos dependem fundamentalmente do petróleo importado, uma vez que o sistema elétrico doméstico é basicamente movido pelo óleo diesel. Sem ele, os apagões se tornariam insuportáveis. Por causa do bloqueio financeiro, os cubanos refugiados na Flórida têm cada vez mais dificuldades para enviar dólares para os seus parentes que continuam na ilha. A diplomacia americana pressiona os países latino-americanos a ter o mínimo de aproximação possível com Cuba. Alguns chegam mesmo a romper relações diplomáticas. Acusam o regime castrista de subvencionar grupos guerrilheiros de esquerda que tentam derrubar os governos locais. O fato é que a existência do comunismo cubano é um agente catalisador em movimentos revolucionários e de reação ao que classificam como imperialismo americano.

A notícia caiu em Cuba com a força de uma bomba atômica. A União Soviética se dissolveu dando origem a 15 novas repúblicas. O apoio econômico, militar e político soviético desaparece da noite para o dia. A Rússia se torna um país capitalista e abandona o comunismo implantado por Lênin no começo do século 20. A partir de 1991, a Guerra Fria desaparece e Cuba perde a importância que teve durante o conflito entre União Soviética e Estados Unidos. O ditador cubano, Fidel Castro, inicia imediatamente uma mobilização nacional para tentar sobreviver sem a ajuda soviética. A falta de alimentos, combustíveis e dólares têm um efeito enorme na população. É o maior desafio enfrentado pela população desde a crise dos foguetes em 1961. A liderança de Fidel é o fator preponderante para a sobrevivência do regime. Atribui toda dificuldade aos Estados Unidos, ao bloqueio econômico da ilha. Ainda mantém boa parte da população que deve se unir contra o inimigo imperialista externo que ameaça, mais uma vez, invadir Cuba e escravizar a sua população. Urge encontrar um novo apoiador na América Latina. Seria a Venezuela?

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