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Novabrasil
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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

A música brasileira sempre me pareceu uma grande educadora: ela ensina a escutar o outro, a reconhecer diferenças e a imaginar futuros possíveis. A cantora e compositora Joyce Moreno costuma dizer que a música brasileira tem resposta pra tudo e ela está certa.

Num tempo em que o pop nacional se reinventa a cada clique, os livros funcionam como bússolas para entender de onde vêm essas novas ondas sonoras.
Registrar em papel momentos especiais da nossa história musical é proteger nosso maior patrimônio cultural.

Em “Noites Tropicais”, de Nelson Motta, revisitamos os bastidores das décadas de 60 a 90, com histórias de gravadoras, festivais e encontros que moldaram o mercado e ainda explicam a engrenharia do sucesso atual.

“Verdade Tropical”, de Caetano Veloso, é memória pessoal e análise aguda do Brasil, da Tropicália às tensões políticas, revelando como a invenção estética de ontem ecoa na ousadia de artistas de 2025.

No recém lançado “1985 – O Ano que Repaginou a Música Brasileira”, organizado por Célio Albuquerque, jornalistas e pesquisadores musicais iluminam a virada que aproximou rock, MPB e indústria cultural, marco decisivo para compreender a diversidade híbrida do som contemporâneo.

A coleção “O Livro do Disco”, da editora Cobogó, oferece mergulhos faixa a faixa em álbuns fundamentais, metodologia preciosa para quem deseja ler o presente com profundidade crítica e inspirar novas gerações de ouvintes.

Em “O Mistério do Samba”, de Hermano Vianna, o gênero aparece como construção social, ponte entre classes e territórios — chave direta para entender o diálogo do pop de hoje com as periferias e com a tradição.

Por fim, um livro que não fala sobre música mas foi escrito por um músico (o maior de todos, na minha opinião): “Essa Gente”, de Chico Buarque. Nele, vemos um Chico afiadíssimo nos ajudando, mais uma vez, a perceber a realidade dura, crua e cínica.

Indico essas seis obras porque elas ampliam o ouvido e o pensamento, mostrando que a música não é só entretenimento, mas território de formação humana. Que venham mais estantes dedicadas a registrar essa história viva, para que o Brasil contemporâneo continue aprendendo com sua própria trilha sonora.

Livros indicados

  1. Noites Tropicais – Nelson Motta — bastidores saborosos da indústria musical.
  2. Verdade Tropical – Caetano Veloso — autobiografia que é também ensaio sobre o país.
  3. 1985 – O Ano que Repaginou a Música Brasileira – org. Célio Albuquerque — retrato da virada estética e mercadológica.
  4. Coleção O Livro do Disco – Cobogó — análises detalhadas de álbuns essenciais.
  5. O Mistério do Samba – Hermano Vianna — compreensão sociocultural do gênero.
  6. Essa Gente do Chico Buarque — olhar crítico para a atualidade da obra de Chico.

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