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Menopausa: sinais além das ondas de calor podem afetar sono e coração

A menopausa costuma ser associada às ondas de calor, mas esse é apenas o sintoma mais conhecido. A queda dos hormônios femininos provoca mudanças graduais que atingem diferentes áreas do corpo e nem sempre são reconhecidas de imediato. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com estresse, envelhecimento natural ou excesso de trabalho.

Segundo a ginecologista Dra. Ana Horovitz, “a menopausa costuma ser lembrada pelos fogachos e ondas de calor, mas essa é apenas a face mais visível de um processo complexo”. Para ela, identificar o que está por trás de queixas comuns nessa fase é um passo importante para proteger a saúde no longo prazo.

Quando o corpo dá sinais discretos

Entre os sintomas que passam despercebidos, distúrbios do sono estão entre os mais frequentes. “Dificuldade para pegar no sono, despertares noturnos e sensação de cansaço ao acordar tornam-se comuns e impactam diretamente a disposição diária”, descreve a médica. A falta de descanso, por consequência, pode afetar memória, concentração e rendimento no trabalho.

Alterações de humor também podem surgir ou se intensificar. “Irritabilidade, ansiedade e episódios depressivos leves são frequentemente atribuídos a fatores externos, quando, na verdade, estão relacionados à oscilação hormonal típica do climatério”, afirma Horovitz. Em algumas mulheres, a sensação de “mente mais lenta” ou lapsos de memória gera insegurança e até medo de doenças neurológicas, o que reforça a necessidade de avaliação adequada.

Ossos e coração entram no radar

A saúde óssea é outro ponto de atenção. Com menos estrogênio, o organismo acelera a perda de massa óssea, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose. “O processo é silencioso e, muitas vezes, só é percebido após fraturas”, alerta a especialista, que defende prevenção e diagnóstico precoce.

O sistema cardiovascular também pode ser impactado. A médica explica que “a proteção cardiovascular conferida pelos hormônios femininos diminui, elevando o risco de hipertensão, alterações do colesterol e doenças cardíacas”. Mesmo mulheres sem histórico de problemas podem passar a apresentar fatores de risco após a menopausa, o que torna o monitoramento regular ainda mais importante.

Foto: Freepik.

Acompanhamento e hábitos saudáveis

Para a ginecologista, a menopausa não deve ser atravessada sem orientação profissional. “O acompanhamento ginecológico permite avaliar sintomas, solicitar exames hormonais e metabólicos e orientar estratégias individualizadas”, diz. Em alguns casos, ela observa que “a terapia hormonal pode ser indicada, sempre após análise criteriosa dos benefícios e riscos”.

Além do acompanhamento médico, mudanças de estilo de vida entram como parte do cuidado integral. Alimentação equilibrada, atividade física regular, atenção à saúde mental e sono de qualidade ajudam a reduzir sintomas e proteger ossos e coração.

No fim, a mensagem é clara: a menopausa vai além das ondas de calor. Ao reconhecer sinais silenciosos e buscar acompanhamento especializado, a mulher pode atravessar essa etapa com mais equilíbrio, saúde e bem-estar.

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