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“Ninguém ficará no prejuízo, mas não temos cronograma”, diz presidente do INSS

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reafirmou, nesta sexta-feira (16), que todos os aposentados e pensionistas descontados irregularmente por entidades associativas serão ressarcidos. Em entrevista exclusiva ao jornalismo da Novabrasil, Gilberto Waller Júnior afirmou que o governo espera saber o valor desviado para decidir “de onde tirar” o dinheiro para ressarcir as vítimas.

“O INSS vai garantir o ressarcimento de todos, ninguém vai ficar no prejuízo. Mas não temos um cronograma pré-estabelecido. A gente está levantando os valores, as entidades que estão sendo reclamadas para saber o quanto deve ser devolvido e soltar esse cronograma de pagamento” disse.

Gilberto Waller Júnior destacou que não há um prazo limite para que as vítimas peçam o ressarcimento pelo site ou aplicativo Meu INSS, ou pela Central de Atendimento 135. E ressaltou que é o segurado quem deve acionar o instituto, por meio desses canais. Isso para prevenir a ocorrência de golpes. “Não informem número de PIX, CPF ou conta corrente. Se alguém pedir alguma informação dessas, é golpe”, alertou.

O presidente do INSS disse que ainda não há uma definição sobre o uso ou não de pontos físicos para o atendimento presencial a aposentados e pensionistas. Nessa quinta-feira (15), em Brasília, Gilberto Waller se reuniu com o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, para tratar dessa possibilidade. “Os Correios já são parceiros do INSS em outros projetos e fomos discutir eventuais parcerias daqui para a frente. Estamos monitorando os canais de atendimento disponibilizados e vendo outros caminhos para atingir mais beneficiários”, explicou.

Confira a íntegra da entrevista no ‘Nova Manhã’:

Sem revisão

Durante a entrevista, o presidente do INSS admitiu que o instituto nunca exigiu que as associações revalidassem, de forma periódica, as autorizações dos beneficiários para descontar mensalidades direto dos benefícios. E que isso pode ter aberto uma brecha para o cometimento dos crimes investigados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

“Os descontos começaram a ser feitos em 1994. Naquele ano, a primeira instituição começou a fazer o desconto em folha. Desde então, as instruções normativas do INSS traziam uma confiança e uma parceria com essas entidades associativas. Elas celebravam um acordo de cooperação técnica com o INSS e com isso passavam a informação de quem era associado e quem tinha autorizado. Na confiança, esses valores eram descontados dos contracheques”, disse.

E continuou: “O INSS tinha o poder de, havendo qualquer dúvida, checar se a instituição tinha os documentos comprobatórios desse vínculo associativo. Só que isso nunca foi feito. Isso nunca ocorreu. A partir de 2019 começam a crescer as reclamações sobre vínculos não existentes, uma medida provisória foi editada para obrigar essa checagem e essa medida não entrou em vigor, deixando uma situação muito frouxa para essas associações”.

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