O presidente brasileiro já está em Washington para esta reunião decisiva para os dois países. A conversa entre Lula e Trump na Casa Branca ocorre em meio às tensões geopolíticas e comerciais, e as incertezas sobre a guerra dos EUA junto de Israel contra o Irã.
Implicitamente, o encontro dos dois líderes se resume na guerra comercial contra a China. Nas últimas décadas, o gigante asiático se tornou o principal parceiro do Brasil. E o governo Lula é visto como empecílho para a expansão norte-americana sobre os bens brasileiros.
Nessa reunião, olho no olho, Lula buscará uma alternativa às possíveis novas tarifas sobre produtos exportados pelo Brasil. E irá propor uma maior cooperação no combate ao crime organizado. Assim, o governo brasileiro tenta evitar que o país vire alvo, de novo, de ações norte-americanas.
Do mesmo modo, a pauta inclui minerais críticos e terras raras. Estes são os principais ativos que os EUA visam para reduzir a dependência da China e Europa em solo brasileiro.
O recado é: o Brasil está aberto ao diálogo e à negociação para que os EUA não se intrometam nas eleições de outubro. Esta interferência pode ser através de sanções ou via indireta, por meio das big techs.
Investigações em todo o mundo apontam que as empresas de tecnologia usam campanhas de mentiras contra candidatos que atrapalhem os planos de domínio norte-americano. É o que Lula tenta evitar.
Os ministros das Relações Exteriores, da Justiça, Fazenda, Desenvolvimento e Minas e Energia acompanham o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca.


