Lenine completa 67 anos neste 02 de fevereiro! Dono de algumas das mais belas canções da música popular brasileira, nós preparamos uma lista com os 20 maiores sucessos do pernambucano para celebrar sua vida e obra!
Sobre Lenine
Um dos maiores nomes da nossa música, Lenine é um artista múltiplo: cantor, compositor, poeta, arranjador e multi-instrumentista.
Para o pernambucano de Recife, histórias à base de palavra e música são elementos que andam juntos desde sempre. Ele se diz um cantautor: o artista que canta suas próprias composições, ou – como faziam os trovadores do século 12 – transforma em versos as questões, os amores e as sagas de seu tempo.
Vencedor de sete Grammy Latinos (um deles como produtor), 12 Prêmios da Música Brasileira e dois APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Lenine possui mais de 500 composições suas e em parceria com outros artistas, compõe trilhas para espetáculos e foi gravado pelos principais nomes da MPB, em seus quase 50 anos de carreira.

Início na música
Nascido Oswaldo Lenine Macedo Pimentel, em Recife (PE), seu pai escolheu o nome Lenine em homenagem ao líder soviético, revolucionário comunista e marxista, Lênin, que foi responsável pela Revolução Russa, em 1917.
Em uma entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Lenine contou que sua mãe era católica e levava os filhos à missa todos os domingos, enquanto o pai ficava em casa escutando músicas, até que, aos oito anos de idade, quando seu pai entendeu que nessa idade a criança tem capacidade de discernimento perante a vida, deixou que os filhos optassem pelo que preferiam fazer, e Lenine escolheu as audições de álbuns aos domingos, algo muito significativo para a sua formação e gosto pela música.
O artista já tinha interesse pela música desde pequeno, quando pegava o violão da irmã mais velha e tirando as canções “de ouvido”. Depois de tentar o aprendizado formal no Conservatório de Pernambuco, foi desse jeito – por suas próprias mãos – que ele se encontrou na música e tornou seu violão um meio de expressão e uma das marcas de sua singularidade. Ele também conta que o violão teve, inicialmente, o papel de ajudá-lo a vencer a dificuldade de lidar com pessoas.
Com a vocação artística em ebulição (e as participações nos conjuntos Flor de Cactus e Nós & Voz), Lenine aproveitou um jantar de família para comunicar sua decisão de abandonar o curso de Engenharia Química na Universidade Federal de Pernambuco, a um ano da formatura. Em seu site oficial, ele conta que a resposta de seu pai, grande influência em toda a sua vida – foi: “E por que demorou tanto?”.

A projeção nacional
O Festival MPB Shell, em 1981, foi o primeiro passo da vida de Lenine no Rio de Janeiro, onde ele se estabeleceu na Casa 9: uma casa de vila em Botafogo, que era frequentada por companheiros de geração que corriam atrás do mesmo sonho, entre eles o pernambucano Lula Queiroga e os paraibanos Bráulio Tavares e Ivan Santos.
Desta casa criativa saíram composições diversas e a ideia de uma temporada no Teatro Ipanema, para mostrar a produção da turma em shows à meia-noite. Depois disso, veio o primeiro álbum de Lenine, “Baque Solto” (1983), feito em parceria com Lula Queiroga.
Nessa época, o pernambucano começou a aparecer na cena alternativa carioca e a compor sambas para o bloco de rua Suvaco de Cristo. Passando por dificuldades enquanto o reconhecimento não vinha, Lenine encontrava segurança na família, neste caso, na produtora de TV Anna Barroso: sua esposa e mãe/madrasta de seus três filhos e futuros parceiros: João Cavalcanti, Bruno Giorgi e Bernardo Pimentel.
A virada veio com o álbum “Olho de Peixe” (1993), que registrou o encontro de Lenine com o percussionista Marcos Suzano e se tornou o cartão de visitas nas primeiras turnês do artista pelo exterior.
São desse álbum, alguns sucessos que abrem a nossa lista de hoje!
Os 20 maiores sucessos de Lenine
1 – Leão do Norte
(parceria com Paulo César Pinheiro)
2 – O Último Pôr do Sol
(parceria com Lula Queiroga)
O som pop e híbrido de sua música se consolidou nos três álbuns seguintes: “O Dia em que Faremos Contato” (1997), que trouxe os super sucessos:
3 – Hoje Eu Quero Sair Só
(de Lenine, Mú Chebabi e Caxa Aragão)
4 – Dois Olhos Negros
(de Lula Queiroga)
Já o álbum “Na Pressão” (1999), apresentou os mega clássicos:
5 – Paciência
(parceria com Dudu Falcão)
6 – A Medida da Paixão
(parceria com Dudu Falcão)
7 – A Rede
(parceria com Lula Queiroga)
8 – Jack Soul Brasileiro
9 – Na Pressão
(parceria com Bráulio Tavares e Sérgio Natureza)
10 – Relampiano
(parceria com Moska)
Em 2002, o álbum “Falange Canibal”, rendeu a Lenine o seu primeiro prêmio de expressão: o Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro, e apresentou mais sucessos inesquecíveis:
11 – O Homem dos Olhos de Raio X
12 – O Silêncio das Estrelas
(parceria com Dudu Falcão)
O artista voltou a ganhar o prêmio – na mesma categoria – com os dois álbuns seguintes: os CDs/DVDs ao vivo “Lenine in Cité” (2004) e “Acústico MTV” (2006).
Do primeiro, a canção “Ninguém Faz Ideia” levou o Grammy Latino de Melhor Música Brasileira.
13 – Ninguém Faz Ideia
(parceria com Ivan Santos)
Outros sucessos desses álbuns premiados são:
14 – Do It
(parceria com Ivan Santos)
15 – Todas Elas Juntas Num Só Ser (parceria com Carlos Rennó)
16 – Miedo
(de Pedro Guerra, Lenine e Rodney Assis, com participação de Julieta Venegas)
A experiência de compor balés para a companhia de dança Grupo Corpo – os espetáculos “Breu” (2007) e “Triz” (2013) – fez com que Lenine subvertesse a concepção de seus discos: em vez de reunir composições prontas em um álbum – como nos discos anteriores – a partir de “Labiata”, disco de 2008, ele passou a definir primeiro o conceito para, em seguida, compor cada uma das faixas, como capítulos de um romance.
O álbum traz mais sucessos, entre eles, a canção “Martelo Bigorna”, que ganhou o Grammy Latino de Melhor Música Brasileira.
17 – Martelo Bigorna
(parceria com Dudu Falcão)
Outro sucesso do álbum é:
18 – É o Que Me Interessa
Já no disco “Chão”, de 2011, o primeiro produzido por seu filho Bruno Giorgi (junto com Jr. Tostoi e o próprio Lenine) agrega à música sons do cotidiano: seja de uma chaleira, de um canarinho, de uma cigarra ou de uma máquina de lavar roupa. Entre os sucessos, está uma música especial:
19 – De Onde Vem a Canção
No álbum “Carbono”, de 2015, Lenine se reconecta a suas raízes pernambucanas. Entre os sucessos, está a belíssima canção:
20 – Simples Assim
(parceria com Dudu Falcão)
Os passos seguintes se deram na Holanda, onde Lenine gravou o CD/DVD “The Bridge – Lenine & Martin Fondse Orchestra – Live at Bimhuis” (2016), e no Rio de Janeiro, onde seu 13º disco de carreira – “Em Trânsito” (2018) acaba conquistando o sexto Grammy Latino de sua carreira, o primeiro na categoria de Música Alternativa em Língua Portuguesa.
O seu trabalho mais recente do pernambucano é o álbum de inéditas “Eita”, lançado em 2025.
Lenine também fez a direção musical do filme “Caramuru, a Invenção do Brasil”, de 2001 – dirigido por Guel Arraes e escrito por ele e Jorge Furtado – que depois de minissérie, virou um longa-metragem.
No mesmo ano, participou também da direção do musical “Cambaio”, de João e Adriana Falcão, baseado em canções de Chico Buarque e Edu Lobo. Produziu ainda discos de grandes artistas como “Segundo”, de Maria Rita (que também ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Música Brasileira); “De uns tempos pra cá”, de Chico César; e “Ponto Enredo”, de Pedro Luís e a Parede.


