Paula Lima: a black music ainda vive

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Quando se fala em black music no Brasil, é impossível não pensar em Paula Lima. Dona de uma das vozes mais marcantes e estilosas da música nacional, a cantora construiu uma carreira que une soul, samba, funk e MPB, sem nunca perder de vista suas raízes na cultura negra e no movimento musical que sempre foi muito mais do que um gênero: uma afirmação de identidade, resistência e pertencimento.

Paula Lima surgiu nos anos 1990 como vocalista do grupo Funk Como Le Gusta e, desde então, seguiu em carreira solo, conquistando público com sua presença carismática, seu swing inconfundível e um repertório que valoriza a tradição da música negra brasileira e internacional. Canções como “É Isso Aí”, “Clareou” e “Quero Ver Você no Baile” são exemplos de como a artista constrói pontes entre passado e presente, trazendo para o hoje a força da black music que surgiu nas comunidades negras urbanas e ecoou como movimento cultural.

Para Paula, a black music nunca deixou de existir. Ela está viva na batida do samba, na ginga do funk, na emoção do soul e na cadência do R&B que tantas vozes negras brasileiras ajudam a manter pulsante. Em suas entrevistas e apresentações, a cantora sempre reforça que cantar black music é também contar histórias da negritude, celebrar ancestralidade e reafirmar a importância de espaços de representatividade na indústria cultural.

Sua carreira é marcada por uma constante busca em valorizar a estética, o som e o discurso da cultura negra. Paula se tornou referência para novas gerações de artistas, ao mesmo tempo em que preserva a tradição de grandes nomes que a influenciaram, como Sandra de Sá, Tim Maia e Jorge Ben Jor. Sua presença nos palcos, carregada de estilo e autenticidade, é um lembrete de que a black music é um movimento vivo, que se renova sem perder sua essência.

Ao dizer que “a black music ainda vive”, Paula Lima não apenas afirma a vitalidade desse gênero, mas também convoca o público a reconhecer sua importância como expressão cultural que vai muito além da música. É um chamado para que a história da negritude brasileira continue sendo contada e celebrada através de vozes que, como a dela, não deixam esse legado morrer.

Essa publicação é fruto de uma parceria especial entre a Novabrasil e o Fórum Brasil Diverso, evento realizado pela Revista Raça Brasil nos dias 10 e 11 de novembro, que celebra a diversidade, a cultura e a potência da música negra brasileira. Não perca a oportunidade de participar desse encontro transformador — inscreva-se já www.forumbrasildiverso.org

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS