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Reprogramar o metabolismo vira arma contra riscos do coração e da circulação

Condição cada vez mais comum, a síndrome metabólica combina acúmulo de gordura na barriga, pressão alta, resistência à insulina e colesterol e triglicérides elevados. Quando aparecem juntas, essas alterações elevam o risco de doenças do coração e da circulação.

“A síndrome metabólica é considerada por muitos especialistas a ‘doença da civilização moderna’”, afirma a cirurgiã vascular Andréa Klepacz. Para a médica, o problema avança de forma silenciosa e só dá sinais quando já há complicações.

O que muda com a reprogramação metabólica

Klepacz defende uma virada de chave na prevenção. Em vez de tratar apenas sintomas isolados, ela propõe enfrentar as raízes do desequilíbrio: “A ideia de reprogramação metabólica vem ganhando espaço na medicina moderna justamente por propor uma mudança de paradigma”.

Segundo a especialista, o foco é ajustar alimentação, movimento, sono e controle do estresse de modo individualizado e sustentável. “A reprogramação metabólica não é uma solução rápida, mas uma estratégia de saúde de longo prazo”, diz.

Há evidências de que pequenos passos já fazem diferença. “Estudos mostram que a perda de apenas 5% a 10% do peso corporal já é capaz de melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir níveis de colesterol e triglicérides”, destaca a médica. A prática regular de atividade física — combinando treino de força e exercícios aeróbicos — melhora a circulação e ajuda a frear a progressão de problemas vasculares.

Hábitos que fazem diferença

  • · Alimentação com foco em comida de verdade, rica em fibras, vitaminas e minerais; reduzir ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas.
  • · Atividade física regular, unindo treino de força e exercícios aeróbicos, para proteger o coração e a circulação.
  • · Rotina de sono de qualidade e manejo do estresse para equilibrar o metabolismo.
  • · Acompanhamento multidisciplinar com médico, nutricionista e educador físico para um plano personalizado; medicamentos podem ser aliados quando necessários.

Para Klepacz, a mensagem central é de possibilidade, não de fatalismo. “O grande recado é que, embora a síndrome metabólica seja consequência do estilo de vida moderno, ela não precisa ser encarada como inevitável.” Com diagnóstico precoce e mudanças consistentes, diz, é possível reduzir drasticamente o risco de infarto, AVC, trombose e outras complicações, preservando saúde e qualidade de vida.

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