Trump aposta em corte de impostos e preocupa economistas sobre futuro da economia dos EUA

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.
Donaldo Trump | Divulgação
Donaldo Trump | Divulgação

A promessa de reduzir impostos voltou ao centro da pauta política dos Estados Unidos. A proposta é defendida por Donald Trump e foi aprovada no Senado com margem apertada. Agora, segue para votação na Câmara dos Deputados. Apesar da euforia de parte da população com a possibilidade de pagar menos tributos, o plano levanta preocupações entre economistas, que alertam para possível desequilíbrio fiscal e pressão sobre serviços públicos.

Ampliação da isenção para indústrias

O economista Josias Bento, especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital, explica que a proposta retoma a estratégia adotada por Trump em 2017: “Ele está repetindo a receita, com cortes de impostos e aumento dos gastos. Isso pode ampliar o déficit e elevar o risco fiscal dos Estados Unidos”. Um dos pontos principais do pacote é a isenção tributária para indústrias que pagam por hora, mas o impacto real depende de como essas empresas vão lidar com os ganhos. “Se o corte virar aumento salarial, é ótimo. Se virar só lucro, o efeito é limitado”, pondera.

Menos impostos, mais riscos para serviços

A proposta também pode afetar setores sensíveis, como a saúde. Segundo Bento, ao reduzir a carga tributária, o governo pode ter menos recursos para manter programas sociais e de assistência médica. “Empresas podem ter que assumir custos com planos de saúde para os trabalhadores. A conta aparece depois”, diz.

Chance de aprovação é alta e impacto no Brasil deve ser no câmbio

Apesar da resistência de parte do Congresso, Josias acredita que a aprovação é praticamente certa. “Trump tem articulado pessoalmente, liga para parlamentares indecisos. Ele está muito engajado”, afirma. Se confirmada, a medida deve gerar impacto no Brasil, principalmente sobre o dólar. “O corte aumenta o risco fiscal americano e pode elevar a inflação por lá. Isso tende a desvalorizar o dólar, o que pode ser positivo para nós”, completa.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS