Terror noturno: o distúrbio do sono que assusta as famílias, mas costuma ser benigno

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Despertares abruptos, gritos intensos e expressões de pavor durante a noite: para muitos pais, o terror noturno pode parecer um pesadelo real. Apesar de assustador, o distúrbio é considerado benigno e tende a desaparecer com o tempo. O problema, no entanto, levanta dúvidas e preocupa cuidadores que não sabem como reagir diante dos episódios.

“O terror noturno é um tipo de parassonia que acontece na transição entre o sono profundo e a vigília, especialmente nas primeiras horas da noite”, explica a médica pneumologista e especialista em medicina do sono Dra. Erika Cristine Treptow. Segundo ela, o distúrbio afeta principalmente crianças entre 3 e 7 anos de idade, mas também pode ocorrer em adultos.

Gritos e confusão: o que acontece durante os episódios

Durante o episódio, a criança pode se sentar na cama, gritar, chorar intensamente, apresentar taquicardia, sudorese e olhar assustado. Apesar da aparência de terror, ela geralmente não está consciente e, no dia seguinte, não se lembra do que aconteceu.

“É um despertar parcial. A criança não está realmente acordada, por isso é difícil consolá-la no momento”, afirma a médica. O episódio dura apenas alguns minutos, mas é angustiante para quem acompanha.

Entre os principais fatores desencadeantes estão a privação de sono, horários irregulares, estresse emocional, febre e até distúrbios respiratórios. A condição costuma ter um componente genético, com maior incidência em famílias com histórico de sonambulismo ou outras parassonias.

Foto: Divulgação.

Quando procurar ajuda médica

Na maioria dos casos, o terror noturno é autolimitado e desaparece com o crescimento. No entanto, é importante buscar avaliação médica quando os episódios se tornam frequentes, provocam risco de lesões ou causam grande impacto na rotina da criança e da família.

“A avaliação especializada é fundamental para descartar outras condições que podem se manifestar de forma semelhante, como epilepsia, narcolepsia ou distúrbios do movimento”, alerta Dra. Erika.

Ela reforça ainda que não é necessário acordar a criança durante os episódios. O ideal é garantir um ambiente seguro, acolhedor e rotinas de sono regulares. “A tranquilidade dos pais ajuda na segurança emocional da criança e na redução dos episódios”, conclui.

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