Câmara recebe veto a projeto que previa subsídios para moradia de idosos em João Pessoa

De acordo com o prefeito, o projeto não apenas sugere ideias, mas cria um programa público completo, com metas, ações e deveres que caberiam ao próprio Executivo definir.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
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O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), vetou totalmente o Projeto de Lei nº 30/2025, proposto pelo vereador Guga Pet (PSD), que pretendia criar um programa de incentivo à construção de moradias para idosos na cidade. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (11) do Diário Oficial do Município.

A justificativa do veto está na Mensagem nº 172/2025, enviada ao presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Valdir José Dowsley (Dinho). No documento, o prefeito afirma que o projeto tem problemas legais, não garante condições financeiras para ser executado e invade atribuições do Executivo.

De acordo com o prefeito, o projeto não apenas sugere ideias, mas cria um programa público completo, com metas, ações e deveres que caberiam ao próprio Executivo definir.

Por isso, segundo a Prefeitura, a Câmara não poderia obrigar o governo municipal a implantar o programa — o que violaria a separação entre os poderes.

O veto também aponta que o artigo 4º do projeto exigia que a Prefeitura realizasse campanhas de conscientização sobre o tema. Para o Executivo, a Câmara não pode determinar diretamente esse tipo de ação administrativa.

O documento lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) já derrubou leis municipais semelhantes em outros estados.

Outro motivo citado pelo prefeito é que o projeto previa subsídios, incentivos fiscais e financiamento facilitado, mas não apresentava nenhum estudo de impacto financeiro, nem indicava de onde sairiam os recursos para bancar as medidas.

Segundo a Prefeitura, isso poderia causar desequilíbrio nas contas públicas e prejudicar outros serviços essenciais do município.

Para o Executivo, o projeto também poderia gerar expectativas de direitos que a Prefeitura não teria condições de atender, como a oferta de moradias adaptadas e comunidades planejadas para idosos.

A gestão alerta que isso poderia levar a ações judiciais e criar obrigações que o município não conseguiria cumprir.

No texto, o prefeito reforça que o projeto interfere diretamente em decisões e responsabilidades exclusivas do Executivo. Ele afirma que aprovar a proposta colocaria em risco a harmonia entre os poderes municipais.

Cícero Lucena afirma que o projeto é “inviável e contrário à legislação” e, por isso, decidiu vetá-lo totalmente. Ele destacou, porém, que a Prefeitura pode desenvolver políticas para a população idosa dentro dos limites legais.

Agora, o veto segue para análise dos vereadores, que decidirão se o mantêm ou derrubam em votação no plenário da Câmara Municipal.

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