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Putin denuncia caráter ‘agressivo’ da estratégia de defesa dos EUA

O
presidente russo Vladimir Putin denunciou nesta sexta-feira (22) a
natureza “agressiva” da nova estratégia de segurança
nacional dos EUA e disse que a Rússia deve ser um “líder
absoluto” na criação de um exército de nova geração para
garantir sua soberania.
Esta
“estratégia de defesa tem certamente um caráter ofensivo, se
falarmos em linguagem diplomática. Mas se passarmos aos termos
militares, tem sem dúvida um caráter agressivo”, declarou
Putin, durante uma reunião com autoridades do Exército russo,
transmitida ao vivo pela televisão pública.

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“Não
são apenas palavras (…), apoia-se em ações concretas e
financiamento”, ressaltou.

Em seu
relatório sobre a estratégia de segurança nacional, divulgado na
segunda-feira, a Casa Branca afirma que “a Rússia está
tentando enfraquecer a influência americana no mundo e criando
divisões com nossos aliados e parceiros”.

Investimento

No final de
novembro, o Congresso dosEstados Unidos aprovou gastos militares de
quase US$ 700 bilhões para o ano fiscal de 2018.

Em face das
ameaças representadas pelos mísseis balísticos norte-coreanos, os
parlamentares americanos também aprovaram um aumento excepcional –
cerca de 50% – do orçamento da agência de defesa antimíssil, que
aumentará de 8,2 para 12,3 bilhões, a fim de financiar dezenas de
novos interceptores.

Por sua
parte, Putin denunciou a proliferação de infraestruturas
“ofensivas” da Otan e dos Estados Unidos na Europa,
acusando Washington de “violações” do tratado
russo-americano de 1987 sobre as Forças Nucleares Intermediárias
(FNI), que permitiu eliminar toda uma categoria de armas que constava
no arsenal das dias maiores potências da Guerra Fria.

“Os
sistemas antimísseis podem ser transformados a qualquer momento em
sistemas de mísseis de médio alcance”, estimou o presidente
russo, observando que “os Estados Unidos estão no caminho da
destruição do tratado FNI”.

“Tudo
isso reduz significativamente o nível de segurança na Europa e no
mundo”, ressaltou o chefe de Estado russo.

“Temos
o direito soberano e todas as oportunidades para responder de forma
adequada e oportuna a tais ameaças potenciais”, advertiu.

“As
forças nucleares russas estão atualmente em um nível que permite
garantir uma dissuasão nuclear sólida”, apontou o presidente
russo, ao mesmo tempo que pediu seu fortalecimento.

“A
Rússia deve estar entre os países líderes, e em algumas áreas,
ser líder absoluto na criação de um exército de nova geração”,
disse Putin.

“Devemos
acompanhar todas as mudanças no equilíbrio de forças no mundo e,
antes de tudo, perto das fronteiras russas”, ressaltou.

Putin pediu
ainda “uma atenção especial aos equipamentos das forças
russas com armas de grande precisão e os sistemas mais modernos de
inteligência e comunicação”.

“Vamos,
sem dúvida alguma, garantir as capacidades defensivas do nosso
país”, afirmou, insistindo no caráter pacífico da política
externa russa.

O orçamento
russo para a defesa nacional deve atingir
“no próximo ano 2,8%
do produto interno bruto (PIB), ou 46 bilhões de dólares”, o
que representa 15 vezes menos do que o empregado pelos Estados
Unidos, precisou, por sua vez, o ministro russo da Defesa, Serguei
Shoigu.

Com informações de AFP.

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