CRM-PB interdita Intituto Médico Legal no Brejo paraibano

De acordo com o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro, a decisão foi tomada após a verificação de que recomendações feitas em três fiscalizações anteriores não teriam sido cumpridas

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O Instituto Médico Legal (IML) de Guarabira, no Brejo da Paraíba, foi interditado na tarde desta sexta-feira (27) pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) após fiscalização que constatou problemas graves de higiene e irregularidades no armazenamento de corpos.

De acordo com o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro, a decisão foi tomada após a verificação de que recomendações feitas em três fiscalizações anteriores não teriam sido cumpridas. Segundo ele, foram identificadas falhas como ausência de refrigeração adequada, presença de odor intenso, acúmulo de moscas e condições de higienização consideradas precárias.

O presidente do conselho afirmou que o ambiente estava em obras e que havia material médico armazenado junto a material de construção, situação classificada como incompatível com a prática médica e com a dignidade no atendimento às famílias.

Interdição por até 60 dias

O CRM-PB informou que a interdição cautelar ética suspende, por até 60 dias, o exercício profissional médico na unidade, a partir das 7h do dia 2 de março de 2026. O prazo poderá ser revisto conforme a realização das adequações exigidas.

Com a medida, o atendimento médico no local fica temporariamente inviável. Os corpos de vítimas de morte violenta deverão ser encaminhados para outros IMLs da região, como os de Campina Grande e João Pessoa.

Segundo Bruno Leandro, os médicos lotados na unidade poderão ser deslocados para outras cidades, conforme definição da administração responsável.

Órgão administrador diz não ter sido comunicado

A Rede Paraíba informou ter procurado o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), responsável pela administração do IML de Guarabira). Em resposta, o órgão declarou que não havia sido oficialmente comunicado da interdição até o momento da reportagem.

O IPC-PB também informou que o prédio está passando por reforma, executada por empresa terceirizada, com previsão de conclusão no mês de abril.

A reabertura da unidade dependerá da correção das irregularidades apontadas pelo conselho e de nova avaliação técnica.

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