MPF defende validade de provas da Calvário e pede retomada de ação contra Ricardo Coutinho

A manifestação foi protocolada no processo da Reclamação nº 88.345, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Reprodução/ Instagram

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo a validade das provas reunidas na Operação Calvário e pedindo a retomada da ação penal contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Vieira Coutinho. A manifestação foi protocolada no processo da Reclamação nº 88.345, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

No documento, o MPF sustenta que a denúncia por organização criminosa não está baseada exclusivamente em acordos de colaboração premiada, como argumentam as defesas. Segundo o órgão, as investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba e por outros órgãos de controle reuniram um conjunto de provas autônomas e independentes.

Entre os elementos citados estão interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e fiscal, relatórios de tribunais de contas, documentos fiscais, registros de hospedagem, laudos periciais e gravações ambientais atribuídas a um dos colaboradores do processo. De acordo com o MPF, parte dessas provas foi obtida antes ou de forma independente das delações premiadas.

A manifestação também contesta a decisão que determinou o trancamento da ação penal, sob o argumento de que a denúncia estaria fundamentada principalmente nas declarações de colaboradores. Para o Ministério Público Federal, a reclamação constitucional utilizada no caso não seria o instrumento adequado para reavaliar o conjunto de provas reunido durante a investigação.

Além disso, o órgão pediu ao STF o indeferimento de pedidos de extensão apresentados por outros investigados no mesmo processo e reiterou um agravo interno contra a decisão que suspendeu o andamento da ação penal.

A Operação Calvário investiga um suposto esquema de organização criminosa e desvios de recursos públicos na área da saúde durante gestões anteriores no governo da Paraíba. O caso tramita em diferentes instâncias do Judiciário e segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.

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