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Reposição hormonal na menopausa: quando evitar e como usar com segurança

A reposição hormonal ajuda muitas mulheres a enfrentar ondas de calor, insônia, irritabilidade e queda de libido. Mas não é para todo mundo. A decisão deve ser individual, baseada no histórico de saúde e com acompanhamento contínuo. “A reposição hormonal pode ser uma grande aliada no alívio de sintomas como ondas de calor, insônia, irritabilidade e perda de libido, comuns na fase da menopausa”, afirma a ginecologista Ana Horovitz.

Quando evitar os hormônios

Segundo a médica, há cenários em que a terapia não é indicada por elevar o risco de complicações. “Existem situações em que a reposição hormonal é contraindicada, pois pode elevar de forma significativa o risco de complicações cardiovasculares, trombóticas e oncológicas”, diz.

  • · Histórico de câncer de mama ou de endométrio, especialmente os sensíveis a hormônios
  • · Trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou predisposição genética a trombose
  • · Doenças hepáticas graves
  • · Sangramento vaginal sem causa esclarecida
  • · Doença arterial coronariana recente, histórico de AVC ou alto risco cardiovascular
  • · Tabagismo, que aumenta o risco de eventos trombóticos

Em quadros cardiovasculares, a via de administração também pesa na decisão: em geral, a forma oral pode elevar a coagulação do sangue, exigindo avaliação criteriosa.

Foto: Divulgação.

Avaliação e monitoramento são indispensáveis

A especialista reforça que o primeiro passo é uma consulta detalhada, com histórico familiar, análise do estilo de vida e exames quando necessários. “É fundamental que a paciente entenda que a reposição hormonal não é uma ‘terapia de rejuvenescimento’ ou uma solução universal para os desconfortos da menopausa”, alerta.

A prescrição deve ser personalizada. “A prescrição deve ser personalizada, considerando doses mínimas eficazes e a via mais segura para cada caso – muitas vezes, a via transdérmica reduz riscos e oferece melhor tolerabilidade”, explica Horovitz.

O acompanhamento regular faz a diferença na segurança. “Durante o tratamento, o acompanhamento regular permite ajustes de dose, identificação precoce de efeitos adversos e avaliação contínua da relação risco-benefício”, diz. Mamas, fígado e endométrio devem ser monitorados conforme orientação médica.

Alternativas e sinais de alerta

Para quem não pode ou não deseja usar hormônios, há outras estratégias. “Há ainda opções não hormonais que podem ser consideradas quando a terapia não é indicada ou quando a mulher prefere evitar hormônios”, afirma a médica. Atividade física, alimentação equilibrada, sono regulado, manejo do estresse e medicamentos específicos podem ajudar a aliviar os sintomas.

A paciente deve informar ao médico qualquer mudança inesperada. “Também é essencial que a paciente comunique qualquer sintoma novo, como dor nas pernas, falta de ar, dores fortes no peito ou sangramentos anormais”, orienta.

No balanço final, a mensagem é de cautela e personalização. “Quando utilizada no momento certo, da forma certa e para a paciente certa, tende a trazer benefícios significativos. Porém, quando aplicada indiscriminadamente, pode gerar riscos evitáveis. Informação, cautela e acompanhamento médico são as bases para um tratamento seguro e eficaz”, conclui Ana Horovitz.

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