O dia 1º de abril de 2026, que cai nesta quarta-feira, não é feriado nacional no Brasil, apesar de coincidir com diferentes celebrações locais e com a tradicional data conhecida como Dia da Mentira.
De acordo com a legislação brasileira, os feriados nacionais são definidos por lei federal, enquanto os estados podem instituir uma data magna anual e os municípios têm autonomia para criar até quatro feriados municipais, conforme estabelece a Lei nº 9.093/1995.
Nesse contexto, o 1º de abril pode ser feriado apenas em algumas cidades, especialmente onde há comemorações de emancipação político-administrativa, como é o caso do município de Sumé´, no interior da Paraíba. Fora dessas localidades, o dia é considerado útil, com funcionamento normal de repartições, escolas e empresas — salvo exceções específicas de órgãos públicos que adotam calendários próprios, como ocorre durante a Semana Santa.
Diferença entre feriado e ponto facultativo
A data também pode gerar dúvidas entre trabalhadores e estudantes. Isso porque há distinção entre feriado e ponto facultativo:
- Feriado: é uma data oficial, prevista em lei, em que há suspensão das atividades, e o trabalhador que atua nesse dia pode ter direito a remuneração extra ou compensação;
- Ponto facultativo: não é obrigatório por lei. Nesses casos, órgãos públicos podem liberar servidores, mas empresas privadas podem optar por funcionar normalmente.
Semana Santa e próximos feriados
Embora o dia 1º de abril não seja feriado nacional, ele antecede a Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa), que em 2026 será celebrada em 3 de abril, sendo este, sim, um feriado nacional religioso.
O calendário ainda prevê outras datas importantes ao longo do ano, como:
- Tiradentes (21 de abril)
- Dia do Trabalho (1º de maio)
- Independência do Brasil (7 de setembro)
- Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro)
- Finados (2 de novembro)
- Consciência Negra (20 de novembro)
- Natal (25 de dezembro)
Origem do Dia da Mentira
Popularmente conhecido como Dia da Mentira, o 1º de abril tem origem associada à Europa do século XVI, especialmente na França, após a mudança do calendário que transferiu o início do ano de abril para janeiro. Aqueles que resistiram à alteração passaram a ser alvo de brincadeiras, o que deu origem à tradição de pregação de peças e trotes que se mantém até hoje.
No Brasil, o costume ganhou força a partir de 1828, com a circulação do jornal “A Mentira”, que publicou uma notícia falsa sobre a morte de Dom Pedro I, marcando o início da tradição no país.



