Homem é condenado a 35 anos de prisão por feminicídio em Cuité

A sentença reconheceu que o crime foi cometido com motivação torpe e mediante meio cruel, o que caracteriza feminicídio.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O Tribunal do Júri da comarca de Cuité condenou, nesta terça-feira (14 de abril), o réu Joelson Prazeres da Silva a 35 anos de prisão pelo assassinato de Camilla Raiane Lima, de 27 anos. A sentença reconheceu que o crime foi cometido com motivação torpe e mediante meio cruel, o que caracteriza feminicídio.

De acordo com a decisão do juiz Fábio Brito de Faria, a condenação foi baseada no artigo 121-A do Código Penal, com fixação da pena em regime de reclusão. Na dosimetria, foram consideradas circunstâncias como culpabilidade, personalidade do réu, motivos e consequências do crime.

A Justiça também reconheceu a agravante de reincidência e a atenuante de confissão espontânea. Como houve compensação entre os fatores, a pena foi mantida em 35 anos.

Crime ocorreu dentro da casa da vítima

O caso aconteceu em 17 de fevereiro de 2025, quando a vítima foi encontrada morta dentro da própria residência, localizada na região central de Cuité.

Segundo as investigações, o corpo apresentava marcas de agressão no rosto e lesões no pescoço, sendo a principal suspeita de causa da morte o estrangulamento. O corpo foi localizado por um dos filhos da vítima.

Camilla Raiane Lima tinha três filhos, sendo um deles fruto do relacionamento com o condenado, com quem conviveu por cerca de quatro anos.

Investigação apontou violência doméstica

Após o crime, o réu fugiu e chegou a ser considerado foragido. As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram indícios de violência doméstica, e o caso passou a ser tratado como feminicídio desde o início.

Durante o inquérito, foram realizadas perícias no local e ouvidas testemunhas, elementos que embasaram a denúncia apresentada ao Tribunal do Júri.

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