Polícia investiga contrato de R$ 108 milhões e faz buscas em ONG ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro

A investigação tem como alvo o Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go UP Entertainment

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube Manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming e produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo, como Halleluya (Fortaleza), Troféu Louvemos o Senhor, Visitas do Papa ao Brasil, Gerando Falcões, A Fazenda, Brasil Urgente, Programa do Gugu e Porsche Cup Brasil. Também atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais de artistas como Cézar e Paulinho, Maurício Manieri, Frei Gilson, Hesed e Rosa de Saron. Com formação técnica em Cinema, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial, gestão em Google Business, redes NDI e registro Anac em operação de drones.
Imagem: PCSP/Divulgação

Uma operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (1º) apura suspeitas de irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura da capital e uma organização social responsável pela instalação de pontos de internet gratuita em comunidades.

A investigação tem como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go UP Entertainment, que produz o filme Dark Horse, baseado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com os investigadores, o contrato, avaliado em R$ 108 milhões, previa a implantação de 5 mil pontos de acesso à internet. No entanto, parte das metas estabelecidas não teria sido cumprida. Além disso, a apuração aponta possíveis inconsistências em documentos fiscais apresentados para justificar despesas do projeto.

Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à ONG e a empresas contratadas para executar o serviço. Materiais e documentos recolhidos serão analisados para auxiliar no andamento das investigações.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que o contrato foi celebrado dentro das normas legais e negou qualquer irregularidade. Já pessoas ligadas à produção do filme sustentam que a investigação não possui relação com a obra cinematográfica.

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