Fenaj relata dificuldades enfrentadas por jornalistas na cobertura da Copa do Mundo de 2026

O episódio levanta preocupações sobre possíveis práticas discriminatórias e se soma a outras ocorrências relatadas por jornalistas e torcedores que acompanham a competição.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) demonstrou preocupação com situações enfrentadas por profissionais da imprensa que estão cobrindo a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. Segundo a entidade, jornalistas relataram constrangimentos, limitações de circulação e obstáculos para realizar o trabalho durante o torneio.

Em comunicado divulgado nesta semana, a Fenaj destacou o caso da jornalista Karine Alves, que afirmou ter passado por uma abordagem considerada inadequada ao entrar nos Estados Unidos. De acordo com o relato, ela foi retirada da fila comum da imigração, recebeu tratamento ríspido por parte dos agentes e teve o cabelo revistado durante a inspeção. A jornalista também afirmou que o procedimento foi aplicado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.

Para a entidade, o episódio levanta preocupações sobre possíveis práticas discriminatórias e se soma a outras ocorrências relatadas por jornalistas e torcedores que acompanham a competição.

A Fenaj também mencionou a situação do árbitro Omar Abdulkadir Artan, que não conseguiu autorização para entrar nos Estados Unidos e, por isso, ficou impedido de participar do torneio.

Além das questões relacionadas à imigração, profissionais da imprensa afirmam ter encontrado dificuldades para acessar determinados locais e acompanhar atividades das seleções durante os treinamentos, o que teria impactado a cobertura jornalística do evento.

Diante dos relatos, a Fenaj informou que pretende levar o tema à Federação Internacional de Jornalistas, defendendo o envio de um documento à FIFA. O objetivo é solicitar medidas que garantam melhores condições de trabalho aos jornalistas credenciados.

Entre as propostas defendidas pela entidade estão a criação de ambientes de trabalho seguros e sem discriminação, mecanismos independentes para receber denúncias de assédio e violência, protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas e o compromisso dos países-sede com a liberdade de imprensa e a livre atuação dos profissionais de comunicação.

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