A Construtora e Incorporadora de Imóveis JR Ltda. foi condenada pela Justiça de Praia Grande a pagar R$ 1.617.151,76 ao Condomínio Residencial Giovannina Sarane Galavoti após o colapso de três pilares de sustentação no subsolo e no térreo do prédio. O edifício está interditado desde fevereiro de 2024 e a decisão publicada na terça-feira (16), pelo juiz João Walter Cotrim Machado, da 4ª Vara Cível de Praia Grande, cabe recurso.
Localizado na Avenida Jorge Haggeo, no bairro Aviação, o edfiício possui 23 andares e 133 apartamentos e passou a apresentar falhas graves na estrutura que ocasionou a retirada imediata de todos os moradores do local que resultaram no desabamento de três pilares da edificação. Mesmo com o local interditado, os moradores tiveram que continuar pagando as despesas do condomínio, como fornecimento de água e energia elétrica, serviços de portaria, vigilância, manutenção de elevadores, tributos, taxas administrativas e demais custos relacionados à conservação da estrutura.
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O condomínio solicitou que a construtora assumisse os custos futuros de manutenção e conservação do prédio até a liberação definitiva do imóvel pelas autoridades, além dos custos que já foram pagos pelos mroadores até então.
Em nota, a Construtora JR afirmou que está ciente da decisão proferida e que pretende apresentar recurso, uma vez que entende que questões processuais relevantes não foram devidamente apreciadas na sentença.
“Como é de conhecimento público, desde a ocorrência do incidente, a Construtora JR, independentemente da apuração das causas, vem prestando assistência aos moradores, arcando com as despesas de locação e executando os projetos de reforço estrutural elaborados e supervisionados pelo engenheiro indicado pelo Condomínio. As obras encontram-se em fase final, e a expectativa é que, em breve, todos os moradores possam retornar aos seus apartamentos com segurança e tranquilidade“, finalizou a empresa.
Também procurada pela reprotagem, a Prefeitura de Praia Grande informou que a Defesa Civil e a Secretaria de Urbanismo (Seurb) têm realizado vistorias frequentes no edifício, sendo a última delas ocorrida no dia 12 de junho.
“O objetivo das vistorias é verificar a realização dos serviços de reforço estrutural, as condições de segurança, entre outros itens. Atualmente, encontra-se em fase de recuperação/reforço estrutural em alguns pavimentos, seguindo o Cronograma de Obras e Projetos apresentados pelo profissional contrato pela construtora, devendo permanecer em seu status atual de interdição total, sendo permitida a entrada apenas dos colaboradores que estão executando os serviços de engenharia civil, empresas especializadas contratadas e órgão de fiscalização e acompanhamento“, afirmou a administração municipal.
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