A Polícia Civil cumpriu três novos mandados de prisão temporária contra integrantes da equipe que organizava salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, que terminou com a morte de uma jovem de 21 anos, no último sábado (13).
Entre os presos estão dois homens, que prestavam serviços à empresa responsável pelo esporte radical.
A defesa dos dois presos afirmou que os suspeitos confirmaram a polícia que estavam no local no momento da tragédia.
A terceira prisão aconteceu no Rio de Janeiro. A proprietária da empresa que realizava os saltos na ponte em Limeira, já tinha prestado depoimento a polícia e agora foi presa temporariamente.
As investigações sobre a morte da jovem seguem avançando, uma das suspeitas dos investigadores é de que os funcionários presos no último sábado, estariam com os equipamentos de filmagem utilizados pela vítima no momento do salto.
Presa ao braço da vítima estava uma câmera que seria utilizada para registrar a experiência.
O equipamento não foi encontrado e os polícias seguem tentando encontra-lo. As imagens registradas no momento do acidente podem ajudar a esclarecer os detalhes do caso.
A justiça autorizou também o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados.
Celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais também foram apreendidos e devem passar por perícia.
A polícia trabalha com a hipótese de crimes dolosos contra a vida, na modalidade de dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte de alguém, além da possível prática de fraude processual.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no dia 13 de junho durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira.
O caso aconteceu na manhã de sexta-feira, 12 de junho, e ganhou repercussão em todo o país.
Segundo as investigações, a jovem sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros após ser lançada da ponte sem que a corda de segurança estivesse conectada ao corpo dela.
Vídeos gravados por pessoas que estavam na ponte no momento da tragédia, mostram a jovem sendo lançada da plataforma sem o equipamento. Segundos depois é possível ouvir gritos informando que a corda não havia sido colocado.
Em entrevista, uma enfermeira, que socorreu Maria Eduarda, informou que no momento do socorro a vítima ainda apresentava sinais vitais.
O Governo Federal estuda demolir a ponte do esqueleto após a tragédia.
A ponte pertence ao governo federal e está desativada para o tráfego de veículos há 30 anos. A estrutura fica no limite entre Limeira e Cordeirópolis, na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, a cerca de 7 km do centro de Limeira, em uma área rural cercada por mata e trilhas utilizadas por ciclistas, corredores e praticantes de esportes radicais.






