O número de crianças com celular próprio caiu no último ano.
De acordo com “PNAD Contínua: Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2025”, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 55,2% da população com 10 a 13 anos tinham celular próprio, tendo uma queda de 1.5 ponto porcentual (p.p) em comparação com 2024, 56,7%.
Esse grupo totalizava, em 2025, 186,4 milhões de pessoas, desse total cerca de 168,7 milhões utilizaram a internet nos três meses anteriores à pesquisa.
Ou seja, 90,5% das crianças de 10 a 13 anos tem acesso contínuo a internet, categorizando o maior percentual da série histórica iniciada em 2016 e a primeira vez que o país ultrapassa a marca de 90% de usuários.
Em comparação, a faixa etária foi a única que teve queda.
Entre 14 a 19 anos o percentual, de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal em 2025, fica em 88,5%. Jovens adultos de 25 a 29 anos e de 30 a 39 anos tiveram o mesmo número, 97,2%, já entre pessoas de 50 e 59 foram 93,5%.
Idosos de 60 anos ou mais tiverem um aumento e chegaram a 80,3% em 2025.
Para a comparação os números de 2024 foram:
- 14 a 19 anos: 87,7%
- 25 a 29 anos: 96,5%
- 30 a 39 anos: 96,5%
- 50 a 59 anos: 92,4%
- 60 anos ou mais: 78,3%
Internet em domicílio
Apesar da queda entre as crianças de 10 a 13 anos, o número de pessoas com acesso a internet dentro de casa chegou a 95% em 2025, um aumento de 1,3 pontos percentual (p.p), totalizando 2,7 milhões de domicílios em relação a 2024.
Os dados são do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da PNAD Contínua, divulgado pelo IBGE.
Nas áreas rurais também houve o crescimento, diminuindo a desigualdade com as áreas urbanas. Em 2016 eram 35%, na área rural, versus 76,5%, na urbana. Já em 2025 a número fica em 88% versus 95,8%, com uma diferença de 7,8 p.p.
Ainda de acordo com a pesquisa, quatro milhões de casa não utilizavam a Internet, três foram os principias motivos:
- Nenhum morador sabia usar a Internet (36,5%);
- Serviço de acesso à Internet era caro (25,9%);
- Falta de necessidade em acessar a Internet (25,2%).
Na área rural destacou-se também a falta de disponibilidade do serviço de acesso à Internet, que representou 8,9% (12,1% em 2024) dos domicílios, em contraste com somente 0,4% em área urbana.
Para o serviço de rede móvel celular, tanto para a Internet quanto para telefonia, a porcentagem foi de 92,2% no total de domicílios do Brasil. Com 96,1%, em área urbana e 68,0%, em área rural.


