Número de crianças com celular próprio diminui e de idosos aumenta

De acordo com o IBGE a população de 10 a 13 anos fechou 2025 com 55,2% de pessoas com celular, já os idosos fecharam em 80,3%.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil

O número de crianças com celular próprio caiu no último ano.

De acordo com “PNAD Contínua: Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2025”, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 55,2% da população com 10 a 13 anos tinham celular próprio, tendo uma queda de 1.5 ponto porcentual (p.p) em comparação com 2024, 56,7%.

Esse grupo totalizava, em 2025, 186,4 milhões de pessoas, desse total cerca de 168,7 milhões utilizaram a internet nos três meses anteriores à pesquisa.

Ou seja, 90,5% das crianças de 10 a 13 anos tem acesso contínuo a internet, categorizando o maior percentual da série histórica iniciada em 2016 e a primeira vez que o país ultrapassa a marca de 90% de usuários.

Em comparação, a faixa etária foi a única que teve queda.

Entre 14 a 19 anos o percentual, de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal em 2025, fica em 88,5%. Jovens adultos de 25 a 29 anos e de 30 a 39 anos tiveram o mesmo número, 97,2%, já entre pessoas de 50 e 59 foram 93,5%.

Idosos de 60 anos ou mais tiverem um aumento e chegaram a 80,3% em 2025.

Para a comparação os números de 2024 foram:

  • 14 a 19 anos: 87,7%
  • 25 a 29 anos: 96,5%
  • 30 a 39 anos: 96,5%
  • 50 a 59 anos: 92,4%
  • 60 anos ou mais: 78,3%

Internet em domicílio

Apesar da queda entre as crianças de 10 a 13 anos, o número de pessoas com acesso a internet dentro de casa chegou a 95% em 2025, um aumento de 1,3 pontos percentual (p.p), totalizando 2,7 milhões de domicílios em relação a 2024.

Os dados são do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da PNAD Contínua, divulgado pelo IBGE.

Nas áreas rurais também houve o crescimento, diminuindo a desigualdade com as áreas urbanas. Em 2016 eram 35%, na área rural, versus 76,5%, na urbana. Já em 2025 a número fica em 88% versus 95,8%, com uma diferença de 7,8 p.p.

Ainda de acordo com a pesquisa, quatro milhões de casa não utilizavam a Internet, três foram os principias motivos:

  • Nenhum morador sabia usar a Internet (36,5%);
  • Serviço de acesso à Internet era caro (25,9%);
  • Falta de necessidade em acessar a Internet (25,2%).

Na área rural destacou-se também a falta de disponibilidade do serviço de acesso à Internet, que representou 8,9% (12,1% em 2024) dos domicílios, em contraste com somente 0,4% em área urbana.

Para o serviço de rede móvel celular, tanto para a Internet quanto para telefonia, a porcentagem foi de 92,2% no total de domicílios do Brasil. Com 96,1%, em área urbana e 68,0%, em área rural.

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