João Pessoa ultrapassa 2,2 mil casos de dengue e faz alerta sobre medicamentos contraindicados

Aspirina, AAS, ibuprofeno e outros medicamentos podem aumentar o risco de complicações em pacientes com suspeita de dengue.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
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João Pessoa registrou 2.219 casos prováveis de dengue entre janeiro e a primeira semana de julho deste ano. No mesmo período, a Capital também contabilizou 24 casos de chikungunya, 12 suspeitas de zika e um óbito confirmado por dengue. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçou o alerta para os riscos da automedicação, prática que pode agravar o quadro clínico de pacientes com suspeita de arboviroses.

As arboviroses são doenças virais transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti e incluem dengue, chikungunya e zika. Como apresentam sintomas semelhantes, como febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, mal-estar, náuseas e manchas avermelhadas na pele, a orientação é procurar atendimento médico antes de iniciar qualquer tratamento.

Veja quais medicamentos devem ser evitados

Segundo a Secretaria de Saúde, alguns medicamentos são contraindicados, principalmente em casos de suspeita de dengue, por aumentarem o risco de hemorragias e outras complicações.

Os principais medicamentos que devem ser evitados são:

  • Aspirina;
  • Ácido acetilsalicílico (AAS);
  • Ibuprofeno;
  • Nimesulida;
  • Naproxeno;
  • Prednisona;
  • Hidrocortisona.

A Secretaria destaca que não existe um medicamento específico para tratar dengue, chikungunya ou zika. O tratamento é voltado para aliviar os sintomas e deve ser definido por um profissional de saúde, de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

Quando procurar atendimento médico

A recomendação é que pessoas com febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos, dor de cabeça, mal-estar, náuseas ou manchas vermelhas na pele procurem uma Unidade de Saúde da Família (USF) antes de utilizar qualquer medicamento.

Caso o paciente apresente dor abdominal intensa e persistente, vômitos frequentes, sangramentos, tontura intensa ou sinais de desidratação, é necessário buscar atendimento imediato em uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. Para crianças, a referência é o Hospital Municipal Valentina.

Além de evitar a automedicação, a Secretaria reforça que manter uma boa hidratação durante o período de sintomas é uma das principais recomendações para auxiliar na recuperação. A população também deve continuar eliminando recipientes que acumulam água parada, principal medida para reduzir a proliferação do Aedes aegypti e prevenir novos casos de dengue, chikungunya e zika.

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