Cagepa é autuada pelo MP-Procon após rompimento de reservatório que matou idosa em Campina Grande

Acidente ocorreu em novembro de 2025, no bairro da Prata, e deixou uma idosa morta; MP-Procon aponta falhas na prestação do serviço e poderá aplicar multa à companhia

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Reservatório da Cagepa rompeu no bairro da Prata e causou destruição em Campina Grande — Foto: Reprodução

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) autuou a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) pelo rompimento do reservatório de água no bairro da Prata, em Campina Grande. O acidente, ocorrido em novembro de 2025, provocou a morte de uma idosa, destruiu imóveis e deixou outras pessoas feridas.

Segundo o MP-Procon, a companhia descumpriu normas de segurança na prestação de um serviço público essencial. A autuação poderá resultar na aplicação de multa, cujos recursos serão destinados ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba.

De acordo com o relatório final do inquérito da Polícia Civil, o colapso da estrutura foi causado por falhas na concepção e na execução do projeto original, agravadas pela deterioração progressiva do solo que sustentava a base do reservatório. A investigação também apontou que uma vistoria realizada cerca de seis meses antes do rompimento não identificou problemas estruturais ou sinais que indicassem risco de colapso.

O documento destaca ainda que o reservatório, construído na década de 1960 e com capacidade para armazenar cerca de 2 milhões de litros de água, não possuía Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) específica para as vistorias. A ART é o documento que identifica o profissional responsável por obras, projetos e inspeções e é considerada obrigatória para esse tipo de atividade.

O rompimento provocou o desabamento de três residências, destruiu três estabelecimentos comerciais, causou danos estruturais em mais de 20 imóveis e arrastou diversos veículos, além de provocar a morte de uma idosa e deixar outros feridos.

Procurada, a Cagepa informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre a autuação. A companhia afirmou que, após receber a notificação, irá analisar o conteúdo e apresentará manifestação dentro dos prazos legais, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa.

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