Entrega por aplicativo termina em agressão e depredação de condomínio em João Pessoa

O caso começou após uma corrida para transportar uma chave de Jacumã, no município do Conde, até a Capital, e passou a ser investigado pela Polícia Civil da Paraíba.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Uma entrega de encomenda por aplicativo terminou em confusão, agressão e danos a um condomínio no bairro José Américo, em João Pessoa. O caso começou após uma corrida para transportar uma chave de Jacumã, no município do Conde, até a Capital, e passou a ser investigado pela Polícia Civil da Paraíba.

De acordo com o relato apresentado à polícia pelo motoboy Luís Henrique, ele teria sido recebido de forma agressiva pelo cliente quando chegou ao endereço. Segundo o entregador, após a entrega da chave, o homem teria iniciado uma discussão e o agredido.

O motoboy afirmou ainda que o cliente teria sacado uma arma durante a discussão, se apresentado como policial e utilizado o objeto para agredi-lo. Ele também relatou que sua moto e a bag utilizada para transportar as encomendas foram danificadas.

A versão apresentada pelo cliente é diferente. Segundo informações repassadas em depoimento, ele teria informado ao delegado que acompanhava a entrega pelo aplicativo e ficou irritado após o motoboy permanecer, por cerca de 40 minutos, parado em determinado local durante o trajeto.

Quando o entregador chegou ao condomínio, teria ocorrido a discussão que posteriormente evoluiu para agressões. As circunstâncias exatas do confronto ainda estão sendo apuradas.

O delegado Eriberto Maciel, responsável pela investigação, informou que a Polícia Civil já conseguiu identificar os envolvidos a partir dos dados da própria corrida realizada pelo aplicativo.

Segundo o delegado, existem divergências nos relatos apresentados pelas partes. O motoboy afirma que o homem teria utilizado uma arma de fogo, enquanto testemunhas e imagens analisadas pela investigação indicariam, inicialmente, a possibilidade de utilização de uma arma branca.

A Polícia Civil deverá confrontar os depoimentos com imagens de câmeras de segurança e outros elementos que possam esclarecer o que ocorreu no local.

O delegado também orientou que a vítima compareça novamente à delegacia para formalizar e complementar o depoimento. O homem apontado pelo motoboy como responsável pelas agressões também foi intimado para prestar esclarecimentos.

A ocorrência ganhou novos contornos dias depois, quando outros motoboys foram até o condomínio onde mora o cliente envolvido na primeira discussão.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um grupo de entregadores em frente ao residencial. Moradores relataram chutes contra o portão e danos à estrutura do condomínio, além de portas de vidro que também teriam sido danificadas.

A Polícia Militar chegou a ser acionada, mas, quando os policiais chegaram ao local, os envolvidos já haviam deixado a área, segundo moradores.

A Polícia Civil também pretende identificar os participantes dessa segunda ocorrência e apurar a eventual responsabilidade de cada um pelos danos causados ao patrimônio do condomínio.

O delegado Eriberto Maciel classificou o episódio como um caso relacionado à intolerância e à cultura de violência e afirmou que a resposta aos conflitos deve ocorrer por meio das instituições responsáveis.

Segundo ele, a reação de outros entregadores ocorreu depois que a polícia já havia adotado providências em relação ao caso inicial.

O delegado também alertou para o risco de situações desse tipo evoluírem para consequências ainda mais graves, como um possível linchamento, e destacou que eventuais responsáveis pelos crimes devem ser identificados e responsabilizados dentro dos procedimentos legais.

A investigação avalia, inicialmente, a ocorrência como uma situação de agressão de menor gravidade e ameaça, mas o enquadramento poderá ser reavaliado após a análise de novos elementos.

A Polícia Civil segue reunindo informações para esclarecer as duas ocorrências: a agressão envolvendo o motoboy e o cliente e a posterior depredação do condomínio.

Além dos depoimentos, as autoridades devem analisar imagens de sistemas de segurança para identificar a dinâmica dos acontecimentos e a participação dos demais envolvidos.

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