Colômbia sofre dois ataques a bomba após posse de presidente

Dois ataques ocorreram na Colômbia um dia após a posse de Abelardo de la Espriella. Explosões deixaram dois feridos e um policial morto.

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Imagem: Santiago Saldarriaga

A Colômbia sofreu dois ataques com explosivos neste sábado (8), um dia após a posse do novo presidente, Abelardo de la Espriella. Os atentados ocorreram em diferentes regiões do país e deixaram dois agentes de segurança feridos e um policial morto.

O primeiro episódio ocorreu durante a madrugada, quando um carro-bomba explodiu em um pedágio na região próxima a Cali, no sudoeste colombiano. A explosão provocou danos significativos à estrutura e deixou dois vigilantes feridos.

Posteriormente, outro ataque foi registrado no departamento de Cesar, no norte do país. Nesse caso, um drone carregado com explosivos foi utilizado contra agentes de segurança, provocando a morte de um policial.

Ataques acontecem no início do novo governo

Os atentados ocorreram apenas um dia depois da posse de Abelardo de la Espriella, que assumiu a Presidência da Colômbia na sexta-feira (7).

O novo chefe de Estado chegou ao poder com uma plataforma de endurecimento da política de segurança, especialmente no combate a grupos armados, narcotráfico e organizações criminosas.

Nesse sentido, os ataques aumentam a pressão sobre o novo governo justamente no início do mandato. Além disso, a violência evidencia o desafio de enfrentar estruturas armadas que continuam atuando em diferentes áreas do território colombiano.

Dissidentes das Farc são apontados como suspeitos

As autoridades colombianas apontam dissidentes das Farc como principais suspeitos pelos ataques. A região de Cauca, onde ocorreu a explosão do carro-bomba, é marcada pela presença de grupos armados que disputam territórios e atividades relacionadas ao narcotráfico.

No entanto, a responsabilização definitiva depende da conclusão das investigações. Dessa forma, a identificação dos autores e da organização responsável ainda deve ser aprofundada pelas forças de segurança.

O grupo associado ao ex-comandante dissidente Iván Mordisco aparece entre os principais alvos das suspeitas. A estrutura é uma das organizações armadas que rejeitaram o acordo de paz firmado com as Farc em 2016.

A primeira explosão atingiu uma praça de pedágio localizada na Rodovia Pan-Americana, em área próxima a Cali.

O impacto provocou grandes danos à estrutura. Além disso, estilhaços atingiram áreas próximas e afetaram moradores da região.

Dois funcionários responsáveis pela segurança do local ficaram feridos. Apesar disso, as informações disponíveis indicam que os ferimentos foram leves.

A região do Cauca enfrenta há anos problemas relacionados à presença de grupos armados, tráfico de drogas e disputas pelo controle territorial. Portanto, o episódio ocorre em um cenário de violência já conhecido pelas autoridades colombianas.

Enquanto isso, no departamento de Cesar, outro episódio elevou o nível de preocupação das forças de segurança.

Um drone equipado com explosivos foi utilizado em um ataque contra policiais. A ação terminou com a morte de um agente.

O emprego de drones em ataques contra forças de segurança representa uma preocupação adicional para o governo colombiano. Isso porque os equipamentos permitem que grupos armados realizem ações à distância e dificultam a identificação imediata dos responsáveis.

Além disso, o uso desse tipo de tecnologia demonstra uma mudança nas estratégias empregadas por organizações criminosas e grupos insurgentes.

Posse de De la Espriella ocorreu na sexta-feira

Abelardo de la Espriella assumiu a Presidência da Colômbia em 7 de agosto de 2026, sucedendo Gustavo Petro.

Advogado e empresário, De la Espriella chegou ao poder defendendo uma política de segurança mais rígida. Durante a campanha, prometeu combater diretamente organizações criminosas e grupos ligados ao narcotráfico.

Por outro lado, sua chegada à Presidência representa uma mudança significativa na orientação política do país. O novo governo pretende abandonar a estratégia de negociações adotada anteriormente com grupos armados e priorizar ações de repressão.

Os ataques registrados no primeiro dia completo do novo governo colocam a segurança pública no centro das atenções.

Diante disso, De la Espriella terá de responder rapidamente à escalada de violência em regiões onde grupos armados mantêm influência.

Além disso, o governo deverá definir como será a atuação das Forças Armadas e das forças policiais contra essas organizações.

Por fim, os atentados reforçam um dos principais desafios da nova administração: recuperar o controle de áreas afetadas pelo crime organizado e reduzir a capacidade operacional dos grupos armados que atuam no país.

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