Policiais penais apreenderam cinco aparelhos celulares escondidos dentro de uma tábua de madeira na área externa do Presídio Romero Nóbrega, em Patos, no Sertão da Paraíba, na manhã desta quinta-feira (13). A estrutura havia sido modificada para criar um compartimento interno onde os equipamentos foram colocados.
Segundo informações repassadas pelo diretor da unidade, Wescley Mota, a apreensão aconteceu por volta das 7h50, durante uma averiguação nas proximidades da cerca que separa o estacionamento do presídio da área externa.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram uma tábua que estava afastada das demais peças utilizadas em obras e serviços de manutenção. Apesar de ter aparência semelhante às outras madeiras, a estrutura apresentava sinais que chamaram a atenção da equipe.
Os policiais perceberam uma emenda na madeira e um peso considerado incompatível com o tamanho da peça. Diante da suspeita de que o objeto pudesse ter sido adaptado para esconder algum material, a tábua foi encaminhada para uma inspeção com aparelho de raio-X.
O exame mostrou que havia objetos escondidos no interior da madeira. Após a abertura da estrutura, foram encontrados cinco celulares. A tábua funcionava como uma espécie de compartimento oculto, dificultando a identificação dos aparelhos em uma fiscalização convencional.
Segunda apreensão em quatro dias
Esta foi a segunda vez nesta semana que policiais penais encontraram equipamentos eletrônicos escondidos dentro de uma tábua de madeira no Presídio Romero Nóbrega.
Na segunda-feira (10), uma outra estrutura modificada foi localizada nas proximidades do estacionamento da unidade. Assim como na ocorrência desta quinta, os policiais desconfiaram de uma emenda e do peso da peça, que apresentava características diferentes das demais madeiras utilizadas no local.
Na ocasião, a inspeção revelou celulares, fones de ouvido e cabos USB escondidos dentro da tábua.
As duas ocorrências apresentam um método semelhante: a madeira é modificada para criar um espaço interno capaz de esconder os equipamentos eletrônicos e dificultar a identificação do material antes que ele seja levado para dentro do presídio.
Segundo a direção da unidade, a identificação das peças durante as fiscalizações reforça a importância do trabalho preventivo dos policiais penais e da verificação de objetos que apresentam características fora do padrão nas áreas de segurança do presídio.
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