Presos apontados pelas autoridades como chefes de organizações criminosas que atuam na Paraíba foram transferidos nesta quinta-feira (13) da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1/PB2) para unidades do Sistema Penitenciário Federal. A transferência ocorreu após determinação judicial e contou com a atuação integrada de órgãos estaduais e federais.
A operação envolveu a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB), a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Sesds), a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Polícia Penal Federal.
Os presos estavam custodiados na unidade de segurança máxima localizada em João Pessoa e foram retirados do sistema penitenciário estadual para cumprimento da determinação judicial.
A medida faz parte das estratégias de segurança voltadas a presos considerados de alto risco e que, segundo as autoridades, possuem posição de liderança ou influência sobre organizações criminosas.
As identidades dos presos transferidos e as unidades federais de destino não foram informadas oficialmente nas informações divulgadas sobre a operação.
De acordo com a Administração Penitenciária da Paraíba, novas transferências poderão ser realizadas nos próximos dias, caso sejam consideradas necessárias e haja novas determinações dos órgãos competentes.
A transferência para o sistema federal é uma medida prevista para situações específicas e depende de decisão judicial, conforme os procedimentos da legislação de execução penal.
A operação desta quinta-feira também ocorre meses depois de uma tentativa de utilização de alvarás de soltura falsos para retirar presos apontados como integrantes de facções do PB1/PB2. Em maio de 2026, o Tribunal de Justiça da Paraíba confirmou a fraude e informou que uma sindicância havia sido instaurada para apurar o caso.
A ida para unidades federais busca, entre outros objetivos, ampliar o controle sobre presos considerados estratégicos para organizações criminosas e reduzir a possibilidade de articulação com integrantes que permanecem fora do sistema prisional.
A operação foi realizada de forma integrada entre as estruturas estaduais e federais de segurança. A continuidade das transferências dependerá de novas avaliações e decisões das autoridades responsáveis.


