A OEA enviará uma missão internacional para acompanhar as eleições no Brasil em 2026. A organização observará o processo eleitoral durante o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e também poderá acompanhar um eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro.
O acordo que estabelece as condições para a atuação dos observadores foi firmado na quinta-feira (13), em Washington, nos Estados Unidos. A medida permite que representantes da organização acompanhem diferentes fases do processo eleitoral brasileiro.
Além disso, a missão terá como chefe José Miguel Insulza, ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile. Insulza também já comandou a própria OEA.
O que a missão da OEA vai acompanhar
Os observadores internacionais poderão acompanhar etapas que vão desde a preparação das eleições até a divulgação dos resultados.
Entre os procedimentos observados estão a preparação das urnas, a votação, a apuração, a totalização dos votos e os mecanismos de auditoria.
No entanto, a missão não terá função de interferir na condução do processo eleitoral. O trabalho é realizado de maneira técnica e independente, com o objetivo de avaliar procedimentos e contribuir para o aperfeiçoamento das eleições.
Dessa forma, os observadores também poderão produzir avaliações e recomendações após o encerramento do pleito.
A participação da OEA nas eleições brasileiras não é inédita. A organização começou a enviar missões de observação ao país em 2018.
Agora, o pleito de 2026 marcará a quinta missão de observação eleitoral da OEA no Brasil. A entidade também esteve presente nas eleições presidenciais de 2022.
Naquele pleito, a missão avaliou que o processo eleitoral ocorreu de maneira organizada e regular. Além disso, a atuação internacional faz parte de mecanismos de cooperação utilizados em diferentes países.
Outras organizações também terão observadores
A OEA não será a única instituição internacional a acompanhar as eleições brasileiras de 2026.
Também estão previstas missões da União Europeia, do Parlamento do Mercosul (Parlasul), da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
Nesse sentido, a presença de diferentes organizações amplia o acompanhamento externo do processo eleitoral.
Além disso, o trabalho desses grupos contribui para a troca de experiências entre autoridades eleitorais de diferentes países.
Quem comandará a missão da OEA
José Miguel Insulza foi escolhido para liderar a missão que acompanhará as eleições brasileiras. O chileno possui longa trajetória na política e na diplomacia. Entre suas funções, esteve o comando da Secretaria-Geral da OEA, cargo que ocupou entre 2005 e 2015. Assim, a escolha coloca à frente da missão um nome com experiência tanto em processos políticos quanto na atuação institucional da organização.
Eleições 2026 acontecem em outubro
O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário um segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Por fim, a atuação da OEA deverá acompanhar as principais etapas do processo eleitoral, oferecendo uma avaliação independente sobre os procedimentos adotados no país.




